Governador não vê necessidade no momento, mas diz que o Estado não abre mão do ensino.

Além da infraestrutura escolar, da alfabetização e da digitalização, a política pública de ensino em Mato Grosso do Sul vem colecionando significativos avanços. Um deles, segundo o governador Eduardo Riedel (PP), é a melhoria do aproveitamento dos estudantes, que coincide com a redução das taxas de evasão.
Ao ser indagado se é a favor de adotar uma PPP (Parceria Público-Privada) no sistema público educacional, afirmou que por esses avanços isto não seria necessário, porém admitiu a ideia, mas sem o Estado abrir mão da responsabilidade do ensino.
Riedel informou que até agora em seu governo foram investidos cerca de R$ 1,2 bilhão com reformas, modernização e ampliação de 270 estabelecimentos da Rede Estadual de Ensino (REE), providências que incluem melhorias na rede elétrica, laboratórios de informática, robótica, climatização e biblioteca. Houve também uma expansão significativa da rede de escolas em tempo integral, que passou de aproximadamente 37% das unidades em 2022 para 61%.
Mais avanços
O governador enfatizou outros avanços importantes, como no caso do Programa MS Alfabetiza. Em parceria com os municípios, houve salto expressivo no índice de alfabetização infantil. Chegou a 66% o índice de crescimento de crianças alfabetizadas. “É um dos maiores crescimentos percentuais do país”, pontuou.
Riedel explicou que as parcerias público-privadas na educação geralmente estão relacionadas à construção, manutenção e administração da estrutura física das escolas, enquanto o trabalho pedagógico continua sob responsabilidade do poder público. “Eu não chamaria de risco. Se tem possibilidade, tem. No momento, não. Conceitualmente, sim”.
Para ele, na PPP da educação, a história que se tem é vinculada ao ativo imobiliário. Mas o pedagógico permanece. “Os professores são do Estado e o conteúdo pedagógico é também do Estado”, assinalou.
“Mato Grosso do Sul não tem necessidade de PPP na educação porque já tem rede física consolidada. Há outras prioridades para aperfeiçoar o que já se conquistou. É preciso avançar, por exemplo, na taxa de aproveitamento, recuperando e modernizando a rede”, concluiu.
Eduardo Riedel: “Temos um bom sistema de ensino já consolidado”. (Foto: Bruno Rezende)






