Senador propõe educação financeira nas escolas para livrar jovens dos epidêmicos jogos de azar.

O senador Nelsinho Trad (PSD) busca o envolvimento de todos os congressistas brasileiros, seja qual for o partido ou a ideologia, na defesa de uma proposta para prevenir e proteger crianças e jovens contra a epidemia dos jogos de azar. A ideia de Nelsinho é instituir em toda a rede escolar o ensino de Educação Financeira, que entre outros benefícios orienta como não cair em armadilhas que chegam como diversão e acabam gerando endividamento e outros problemas econômicos, sociais e de saúde.
O projeto de lei do senador torna obrigatória a educação financeira no ensino básico. A proposta exige que noções de crédito, juros, orçamento familiar e consumo consciente sejam ensinadas desde os primeiros anos escolares, dentro de matérias como matemática e geografia. “Trata-se de uma formação essencial para que os jovens possam tomar as decisões mais seguras e responsáveis em relação ao dinheiro; E assim se reduz a atração por soluções financeiras arriscadas, como as apostas online”, argumenta.
Encaixam-se neste epidêmico e atrativo círculo os jogos de azar e apostas, como as chamadas bets, disseminados maciçamente por meios eletrônicos.
É um universo epidêmico, viciante, que tem consequências graves nos praticantes e suas famílias, como a depressão, a insolvência e o afastamento dos círculos saudáveis, alerta o senador. Ele afirma que entre os jovens o endividamento causado pelos jogos de azar disparou.
Graves impactos
Segundo o Instituto Locomotiva, quase metade dos apostadores em plataformas digitais tem entre 19 e 29 anos, dos quais um terço já está com o nome sujo. Nas unidades do SUS, os atendimentos por vício em apostas cresceram sete vezes entre 2020 e 2024. Além das plataformas, a pressão consumista das redes sociais também está afetando os mais novos: 60% dos brasileiros acreditam que os conteúdos digitais levam ao endividamento.
Em Mato Grosso do Sul, observa Nelsinho Trad, o cenário se repete. Famílias endividadas enfrentam as consequências emocionais e sociais da crise — desde evasão escolar à violência doméstica. Para o senador, o projeto é um passo concreto para preparar as novas gerações. “A Base Nacional Comum Curricular já reconhece a importância desse conteúdo, mas enquanto não estiver garantido em lei, continuará sendo deixado de lado. A escola precisa preparar o aluno para a vida. E parte da vida é saber lidar com dinheiro”, conclui.








