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Campo Grande, 24 de outubro de 2026

México eleva tarifas de importação em 35% para Brasil e mais 8 nações

  • 13 de dezembro, 2025
  • Economia, Internacional
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Aprovação no Congresso Mexicano atinge 1,4 mil produtos a partir de janeiro de 2026.

México aumenta tarifas de importação sobre o Brasil, China e outros países  - Rádio Itatiaia
O partido da presidente Claudia Sheinbaum, defende que o reajuste é necessário para incentivar a produção nacional.

O Congresso do México aprovou, nessa quarta-feira (10/12), o aumento das tarifas de importação para produtos de países com os quais não mantém acordos comerciais, entre eles o Brasil.

A mudança atinge 1,4 mil itens e prevê alíquotas de, no mínimo, 35%. A previsão é de que as novas regras passem a valer em 1º de janeiro de 2026. A medida recebeu aval final do Senado, após passar pela Câmara dos Deputados Mexicana também nessa quarta-feira.

O partido da presidente Claudia Sheinbaum, que controla as duas casas, defende que o reajuste é necessário para incentivar a produção nacional. O projeto foi aprovado por 76 votos a favor, cinco contra e 35 abstenções.

Ao todo, 1.463 classificações tarifárias serão alteradas, abrangendo setores como automotivo, têxtil, vestuário, eletrodomésticos, plásticos e calçados.

Países afetados pela taxação do México

Além do Brasil, outros oito países foram afetados. São eles: China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Rússia, Tailândia, Turquia e Taiwan.

Ao todo, 1.463 classificações tarifárias serão alteradas, abrangendo setores como automotivo, têxtil, vestuário, eletrodomésticos, plásticos e calçados.

Parte dos senadores que optaram pela abstenção alegou que o projeto foi discutido com pouca antecedência e sem estudos suficientes sobre o efeito das tarifas na inflação.

Alguns parlamentares também apontaram que a decisão teria sido influenciada pela pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Pressão externa

A proposta chegou ao Congresso em meio ao acirramento das disputas comerciais entre os Estados Unidos e a China. Sheinbaum enfrenta críticas de que o México estaria atuando como ponto de entrada de produtos chineses no mercado americano.

Além disso, o país se prepara, junto ao Canadá, para renegociar o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (USMCA) com os EUA, que apresentam novas exigências.

Após a apresentação da proposta, o governo chinês declarou oposição à “coerção” para restringir exportações e informou que avaliava respostas.

O México chegou a propor um grupo de trabalho para discutir o tema com Pequim, mas poucos detalhes foram divulgados.

Legisladores governistas afirmam que o aumento das tarifas tem como objetivo fortalecer a indústria mexicana, ampliar cadeias produtivas e incentivar a geração de empregos.

A presidente sustenta que a iniciativa integra o chamado Plano México, programa voltado a reduzir a dependência de importações e ampliar o conteúdo nacional dos produtos.

Com informações do Portal Metrópoles

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