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Campo Grande, 09 de outubro de 2026

China reforça aliança com Brasil após tensão comercial com EUA

  • 30 de agosto, 2025
  • Economia, Internacional
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Pequim diz que relação bilateral vive “melhor momento histórico” e defende resistência a práticas de intimidação e unilateralismo.

Wang Yi diz a Mauro Vieira que China e BRICS apoiam Brasil contra “unilateralismo e intimidação”.

Os ministros das Relações Exteriores da China e do Brasil, Wang Yi e Mauro Vieira, conversaram por telefone nesta quinta-feira (28/08), em meio ao aumento das tensões comerciais entre Brasília e Washington.

Sem citar diretamente os Estados Unidos, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China afirmou, nesta sexta-feira (29), que o país está disposto a se unir ao Brasil para fortalecer o Brics e “resistir a atos de intimidação”.

A manifestação ocorre um dia após o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciar a abertura de processo para aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica contra os EUA, em resposta às tarifas impostas a produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano. Lula também revelou que sua equipe ainda não conseguiu contato com a diplomacia dos EUA para renegociar as medidas.

Em comunicado oficial, Wang Yi destacou que a relação entre Brasil e China “vive seu melhor momento histórico” e defendeu a ampliação da confiança mútua estratégica. “A China está pronta para trabalhar com o Brasil para fortalecer a coordenação no cenário internacional, apoiar-se mutuamente e aprofundar a cooperação prática em diversas áreas”, afirmou o chanceler.

Alinhamento estratégico e cooperação no Sul Global

O posicionamento chinês ecoa falas recentes do presidente Xi Jinping, que no último dia 11 de agosto disse ver em Brasil e China símbolos de unidade e autossuficiência entre as principais nações do Sul Global. Em ligação telefônica com Lula, Xi declarou que a parceria bilateral deve servir como exemplo de defesa da soberania, combate ao protecionismo e fortalecimento do multilateralismo.

Na conversa, ambos os chefes de Estado trataram da conjuntura geopolítica internacional, das funções do G20 e do Brics, além de cooperação em áreas como saúde, petróleo e gás, economia digital e satélites. Xi ainda destacou a importância da COP 30, que será sediada em Belém, e reiterou a necessidade de esforços conjuntos pela paz em crises como a da Ucrânia.

Próximos passos da relação

Enquanto busca recompor a relação comercial com os EUA, o governo brasileiro reforça o peso estratégico da aliança com a China, hoje seu principal parceiro comercial. Segundo Lula, o Brasil atribui “grande importância” ao alinhamento com Pequim, especialmente no campo do comércio exterior, desenvolvimento sustentável e plataformas multilaterais como o Brics.

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