O Banco Central aponta que R$ 9,73 bilhões ainda aguardam resgate no sistema financeiro — a maior parte com pessoas físicas — e alerta para que os titulares consultem gratuitamente pelo portal oficial.

O Banco Central divulgou na terça-feira (11/11) que R$ 9,73 bilhões permanecem atualmente disponíveis para saque no programa Sistema de Valores a Receber (SVR), que reúne valores não reclamados por pessoas físicas e jurídicas em instituições financeiras.
Do total, cerca de R$ 7,6 bilhões referem-se a valores de 48,6 milhões de pessoas físicas, e R$ 2,12 bilhões pertencem a cerca de 4,73 milhões de empresas.
Desde a criação do sistema, já foram devolvidos aproximadamente R$ 12,22 bilhões a clientes bancários. O SVR permite a consulta por meio do site oficial valoresareceber.bcb.gov.br, sem cobrança de taxa, para verificar se há valores a receber de contas encerradas, consórcios, cooperativas ou instituições de pagamento.
Para o resgate, o sistema desde maio passou a possibilitar o envio automático via chave Pix para pessoas físicas com conta gov.br nível prata ou ouro, embora também seja possível solicitar manualmente junto à instituição responsável.
O Banco Central alerta que todos os serviços são gratuitos, e reforça que golpistas estão utilizando anúncios fraudulentos em redes sociais que simulam cobrança para o saque. Como resgatar o “dinheiro esquecido”: passo a passo e onde estão as menores e maiores quantias.
Banco Central reúne R$ 9,73 bilhões em valores a receber; a maioria das quantias é pequena, mas há também mais de 1 milhão de beneficiários com saldos acima de R$ 1.000.
Abaixo está o passo a passo completo para consultar e solicitar a devolução dos Valores a Receber (SVR) do Banco Central, seguido da verificação das faixas com menor e maior concentração de recursos.
Passo a passo para consultar e resgatar valores
Acesse o site oficial do SVR (Banco Central). Entre em https://valoresareceber.bcb.gov.br e escolha a opção adequada: “Pessoa Física”, “Pessoa Jurídica” ou “Pessoa Falecida”. (Site oficial do Banco Central).
Consulta simples (sem login) — para pessoa física:
Você pode fazer uma consulta pública informando apenas CPF e data de nascimento para ver se há valores vinculados. Em algumas telas o sistema pode pedir digitação de captcha.
Login com conta gov.br (recomendado para solicitar resgate):
Para solicitar devolução pelo próprio sistema é necessário login com Conta gov.br — nível prata ou ouro — e com autenticação em duas etapas habilitada. Pessoas jurídicas usam certificado digital vinculado à conta gov.br. Se ainda não tem conta gov.br, crie e eleve ao nível exigido seguindo as instruções do gov.br.
Verifique “Meus Valores a Receber”.
Após login, acesse o painel “Meus Valores a Receber” para ver todos os registros (contas encerradas, consórcios, cooperativas, instituições de pagamento etc.) vinculados ao seu CPF/CNPJ.
Escolha a forma de devolução (Pix é a mais rápida):
Se você possui chave Pix (preferencialmente a chave CPF), selecione a chave desejada para receber o crédito.
Desde maio de 2025 existe a opção de solicitação automática para pessoas físicas com conta gov.br prata/ouro: ao habilitar, o SVR automaticamente envia o valor para sua chave Pix quando houver saldo disponível, sem necessidade de nova ação. Caso não tenha chave Pix, será necessário solicitar manualmente junto à instituição pagadora.
Confirme e envie a solicitação.
Revise as informações (instituição pagadora, valor e chave Pix) e confirme. O sistema exibirá protocolo/recibo do pedido.
Recebimento do crédito.
Quando liberado, o valor é transferido para a chave Pix informada. Em alguns casos (instituições que não aderiram ao Pix no sistema), o pagamento pode exigir procedimento manual e levar mais tempo.
Caso haja divergência ou problema:
Entre em contato com a instituição financeira indicada no registro (o SVR mostra qual entidade deve pagar) ou utilize canais de atendimento do Banco Central para orientação adicional.
Segurança — cuidado com golpes:
A consulta e o resgate são gratuitos e só devem ser feitos pelo site oficial do Banco Central; golpistas têm divulgado sites falsos e pedem pagamento/assinatura. Não pague taxas e não forneça senhas em sites duvidosos. O BC reforçou autenticação em dois fatores e verificação facial (gov.br) para reduzir fraudes.
Menor e maior faixa de valores — o que dizem os dados mais recentes:
De acordo com as estatísticas divulgadas pelo Banco Central e reportagens que resumem o painel do SVR (dados até setembro/outubro de 2025 conforme atualização mais recente):
Faixa com menor valor unitário (maior número de beneficiários com valores muito pequenos):
A faixa R$ 0 a R$ 10 concentra a maior parte dos beneficiários — aproximadamente 39,7 milhões de registros nessa faixa (ou, em outros levantamentos próximos, essa faixa representa cerca de 64% dos beneficiários). Ou seja, a maioria das pessoas tem direito a quantias pequenas.
Faixa com valores maiores (maior faixa de valores por beneficiário):
A faixa “acima de R$ 1.000,01” reúne cerca de 1,1 milhão de registros/beneficiários. Embora seja numericamente menor, essa faixa concentra os maiores saldos individuais.
O BC contabiliza “registros” que podem somar múltiplas faixas para o mesmo CPF/CNPJ (ou seja, um beneficiário com valores em mais de uma faixa aparece em cada faixa correspondente). Para o total de pessoas/empresas afetadas e o montante agregado, ver a consulta pública e as estatísticas oficiais do Banco Central.
Banco Central do Brasil






