“Comissão de Relações Exteriores derrotou o negativismo e barrou a marcha dos pessimistas”, afirma o senador

Um dos mais atuantes parlamentares brasileiros no terreno da política internacional, o senador Nelsinho Trad (PSD) afirma que as vitórias obtidas pela Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE) na recente viagem aos EUA só atestaram a grandeza da diplomacia política brasileira. Para ele, que preside a Comissão, encarar um ambiente que era considerado hostil foi o cumprimento de um papel de responsabilidade que reveste o mandato.
Segundo Nelsinho Trad, o gesto de procurar o diálogo com o País que impôs o tarifaço de 50% aos produtos brasileiros não passou despercebido aos norte-americanos que receberam a delegação. Foi mais um dos passos que percorreram caminhos de agendas em Brasília e Washington, na busca de entendimento. Além dos itens elencados na pauta nacional de exportação, o trabalho do senador também respondeu a expectativas fundamentais para setores estratégicos da economia sul-mato-grossense.
ABRIR CAMINHO
Para derrotar o negativismo e barrar a marcha das vozes pessimistas que chegaram a considerar inútil a missão oficial aos EUA, Nelsinho falou primeiro com colegas congressistas e interlocutores da economia nacional. E comunicou que o objetivo central da viagem seria abrir um caminho para o diálogo, reconhecendo que a autoridade para sacramentar o entendimento é dos chefes de Estado. A Comissão articulou com autoridades americanas propostas para minimizar o impacto da tarifa adicional de 50% sobre a carne bovina brasileira.
Este patamar de taxação representa uma ameaça a um dos principais produtos de exportação de Mato Grosso do Sul. No entanto, como avanço imediato, Nelsinho conseguiu a retirada da celulose e do ferro-gusa da lista de produtos sobretaxados, preservando as cadeias produtivas que geram empregos e receita no estado. “Embora a carne bovina ainda enfrente a sobretaxa, o canal de diálogo segue aberto. Nosso compromisso é manter a pressão diplomática para proteger a pecuária e outros setores relevantes”, afiançou.
As conversas abriram perspectivas para revisão de tarifas do pescado e café. O senador defende o fortalecimento do “Vale da Celulose”, um polo industrial que concentra gigantes como a Arauco, a Suzano e a Bracell. Ele propôs audiência pública no Senado para discutir infraestrutura, logística, sustentabilidade e empregos. Também já se reuniu com a embaixadora da Dinamarca, Eva Pedersen, com quem tratou do Acordo Mercosul–União Europeia e do Mercosul–EFTA, que podem ampliar o acesso da celulose e outros produtos a mercados que somam mais de US$ 4 trilhões.






