Secretário Jaime Verruck destaca avanço técnico, controle de carbono e acesso a mercados exigentes.

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), firmou um termo de fomento com a Aprosoja/MS para certificar propriedades rurais de soja e milho em práticas sustentáveis. Com investimento de R$ 7,6 milhões do Fundems (Fundo para o Desenvolvimento das Culturas de Milho e Soja), o trabalho envolve certificação, rastreabilidade da produção e monitoramento do estoque de carbono.
O projeto, vigente até setembro de 2027, será implementado inicialmente em Costa Rica e Chapadão do Sul e prevê:
-Adesão das fazendas ao sistema RTRS (Round Table on Responsible Soy);
-Diagnóstico detalhado das propriedades elegíveis e mapeamento da produção;
-Auditorias externas para garantir conformidade;
-Monitoramento do carbono nas áreas produtivas;
-Capacitação técnica de produtores e trabalhadores;
-Eventos, palestras e publicações para disseminar boas práticas.
O secretário afirmou que “agora, avançamos com a identificação e certificação de propriedades rurais, considerando critérios ambientais, produtivos e o estoque de carbono, dentro da meta de tornar Mato Grosso do Sul um território carbono neutro até 2030”. Verruck também destacou o impacto da rastreabilidade: “Com a rastreabilidade desde a origem até a mesa do consumidor, especialmente para mercados exigentes como o europeu e o asiático, mostramos que o agricultor sul‑mato‑grossense adota tecnologias modernas, sustentáveis e alinhadas aos padrões internacionais. Este será o primeiro projeto de rastreabilidade da soja implementado no Estado”.
Transparência e visibilidade
O termo de fomento prevê ainda a divulgação semestral dos resultados e a publicação de relatórios estatísticos sobre plantio e colheita de soja e milho nos municípios envolvidos. Os dados serão disponibilizados online e em outros meios, com supervisão técnica para garantir transparência da execução.








