Estado projeta colher mais de 10,2 milhões de toneladas apesar de perdas localizadas e lentidão no campo.

A colheita do milho safrinha em Mato Grosso do Sul enfrenta atrasos significativos em 2025 devido ao excesso de chuvas e aos efeitos de geadas, mas ainda mantém a projeção de safra recorde, com estimativa de 10,2 milhões de toneladas.
De acordo com levantamento da Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja e Milho), até o dia 27 de junho apenas 6,2% da área plantada havia sido colhida — menos da metade do ritmo registrado no mesmo período do ano passado, quando o índice já alcançava 15,3%.
Segundo Flavio Faedo Aguena, assessor técnico da entidade, o atraso é consequência direta das chuvas persistentes que mantêm a umidade elevada dos grãos, impedindo o avanço das colheitadeiras. Além disso, geadas no fim de junho impactaram cerca de 18 mil hectares na região centro-sul do Estado, com perdas variando entre 10% e 30%.
Mesmo com os desafios climáticos, a maior parte das lavouras segue em boas condições nas regiões nordeste, norte, oeste, centro, sul e sudoeste, com índices positivos entre 78,6% e 92,8%. No entanto, o cenário é mais preocupante no sudeste e na fronteira, onde até 18,5% das lavouras estão em estado ruim, e apenas cerca de 60% apresentam bom desenvolvimento.
A área plantada nesta safra teve leve aumento de 0,1%, totalizando 2,103 milhões de hectares, com produtividade média esperada de 80,8 sacas por hectare. Caso o clima se mantenha favorável nos próximos meses, Mato Grosso do Sul pode registrar crescimento expressivo de 20,6% na produção em relação ao ciclo anterior.
A Aprosoja/MS continua monitorando de perto o impacto das condições climáticas para garantir informações atualizadas aos produtores e ao mercado.








