Estado é o 7º do país em valor bruto, com safra recorde de grãos e avanço de 21% no VBP.

Mato Grosso do Sul consolidou em 2025 a 7ª posição no ranking nacional do VBP (Valor Bruto da Produção Agropecuária), respondendo por 5,6% do total brasileiro e movimentando R$ 79,2 bilhões no campo.
A alta foi puxada pela safra recorde de grãos, pelo fortalecimento da agricultura e pela pecuária em crescimento.
A safra total de grãos cresceu 18,5%, chegando a 110,49 milhões de toneladas, sendo 28,18 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. A área colhida somou 7,56 milhões de hectares, aumento de 5,58% em relação a 2024, segundo dados da Aprosoja.
Produtos como amendoim (alta de 198% na primeira safra), sorgo (157,4% de crescimento) e milho segunda safra (79,9% de aumento) tiveram destaque, impulsionados também pela expansão de área plantada, especialmente de girassol, amendoim e sorgo.
O VBP estadual subiu 21,3% frente ao ano anterior. A agricultura respondeu por R$ 51,04 bilhões, o equivalente a 64,4% do total, enquanto a pecuária somou R$ 28,16 bilhões (35,6%).

Na pecuária, a piscicultura manteve o maior plantel, mesmo com recuo no volume geral, e houve avanço no abate de 4,1 milhões de bovinos e 3,5 milhões de suínos ao longo do ano.
O desempenho foi reforçado por safra combinada de soja e milho estimada em 28 milhões de toneladas e pela expansão das indústrias de etanol de milho, cuja produção atingiu 1,58 bilhão de litros, crescimento de 58% no ciclo.
Também ganharam espaço a citricultura, o amendoim e o setor florestal, com área de eucalipto superior a 1,89 milhão de hectares, estimulada por novos projetos industriais em Inocência e Bataguassu.
Entre janeiro e novembro, as exportações do agronegócio cresceram 4%, somando US$ 9,2 bilhões em faturamento.
A celulose liderou as vendas externas, seguida pela soja em grãos e pela carne bovina, que registrou aumento expressivo na receita.
Com esse cenário, a projeção é de que o PIB de Mato Grosso do Sul encerre 2025 com alta de 6,8%, ultrapassando R$ 227 bilhões, consolidando o agronegócio como pilar central da economia estadual.






