J. P. , de 25 anos, estudante de Engenharia de Software da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), foi preso novamente na quarta-feira (2/9) em Campo Grande, após ter sido solto com tornozeleira eletrônica apenas quatro dias antes.

A nova prisão preventiva foi decretada pela Vara Especializada em Crimes Contra a Criança e o Adolescente (VECA) depois que a análise pericial dos celulares apreendidos revelou novos indícios que reforçaram o risco de destruição de provas e de reiteração delitiva.
Primeira prisão: flagrante na Operação Infância Segura V
Na última sexta-feira (28/8), durante a quinta fase da Operação Infância Segura, equipes da Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC) do MPMS cumpriram mandado de busca e apreensão na Vila Sobrinho, em Campo Grande.
Nos aparelhos celulares do estudante, os investigadores localizaram uma pasta protegida (galeria segura) contendo mais de 3 mil arquivos — fotos e vídeos — com cenas de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes.
A investigação havia começado após sistemas de monitoramento do MPMS identificarem conexões usadas para troca de arquivos de abuso infantojuvenil em redes P2P (transferência direta entre dispositivos).
Soltura com tornozeleira eletrônica
Na audiência de custódia realizada no sábado (29/8), o juiz José Henrique Kaster Franco homologou o flagrante, mas negou o pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público.
Na decisão, o magistrado considerou que o réu era primário, não tinha antecedentes criminais e não havia, até aquele momento, indícios de produção ou comercialização do material. Assim, concedeu liberdade provisória com uso de tornozeleira eletrônica por 180 dias, além da obrigação de manter endereço atualizado e comparecer a todos os atos processuais.
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Novas provas e segunda prisão preventiva
Com o avanço das investigações e a perícia dos dispositivos apreendidos, surgiram novos elementos probatórios que demonstraram a necessidade de custódia cautelar.
Diante disso, a VECA expediu mandado de prisão preventiva, acolhendo o posicionamento do MPMS de que a medida era necessária para garantir a ordem pública e a instrução criminal, especialmente pelo risco de destruição de provas e de nova prática delitiva.
A prisão foi cumprida nesta quarta-feira (2/9), durante a Operação Infância Segura VI, deflagrada pelo MPMS, com apoio da UICC à 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.
O que foi apreendido e andamento do caso
Com J. P. foram apreendidos os celulares e outros dispositivos eletrônicos utilizados para armazenar o material ilegal. Os arquivos permanecem sob análise pericial, e o caso segue sob segredo de Justiça.
Até o momento, as informações públicas indicam que o conteúdo era de armazenamento e não há indícios confirmados de comercialização, mas a investigação continua para apurar a origem e a circulação do material.






