Instituições cumprem seu papel, mas a presença popular é decisiva, afirma presidente da Alems.

A prevenção e o combate à violência de gênero são processos que só se efetivam com a mais ampla participação da população. Quem faz a afirmação é o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Gerson Claro (PP).
Na última quinta-feira (28/08), ele presidiu um ato para reforçar o engajamento dos poderes e da sociedade civil na luta pelos direitos da mulher, um dos objetivos das campanhas do Agosto Lilás e #Todos Por Elas, que reúnem os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário).
“As instituições estão empenhadas neste movimento, que engloba as questões de gênero, as políticas afirmativas contra o feminicídio e as diversas formas de violência. Mas o movimento só surte efeito quando há a presença participativa da sociedade, a grande protagonista desta luta e de todas as transformações positivas”, assinalou. Deputados, autoridades e funcionários vestiam camisetas da Campanha #TodosporElas, lançada pelo Tribunal de Justiça (TJ/MS).
Protesto
Dos 24 mandatos estaduais, apenas três são de deputadas: Mara Caseiro e Lia Nogueira (PSDB) e Gleice Jane (PT). Em gesto de elevado valor simbólico, elas ergueram placas de protesto e esclarecimento sobre as formas agressivas de machismo.
A placa de Lia Nogueira questionava uma frase muito comum nas reações machistas às mulheres que denunciam a violência de gênero: “Você está ficando louca”! A de Gleice Jane era mensagem de incentivo às mulheres para resistir e argumentar com os parceiros: “Faço isso para o seu bem”.
Mara Caseiro, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e Combate à Violência Doméstica e Familiar, disse que por causa dos filhos pequenos ou por não terem onde ir muitas mães convivem com as violentas agressões dos parceiros. O Monitor da Violência Contra a Mulher informa que este ano 25 assassinatos de mulheres caracterizados como feminicídios ocorreram em Mato Grosso do Sul, além do registro de 1.324 boletins de violência doméstica.
A primeira-dama do Estado, Mônica Riedel, as representantes da Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça, a advogada Kátia Claro, esposa de Gerson Claro, e a secretária estadual de Cidadania, Viviane Luiza da Silva, participaram do ato.

“Eu vejo a vontade de resolver o problema, com programas de proteção, educação, saúde, acolhimento. A luta é coletiva. E é importante que elas saibam identificar as situações de violência, onde e como pedir ajuda”, pontuou Mônica Riedel.








