Chamados de “sem moral” e “desocupada”, Marquinhos e Rose acionam prefeita para defender suas acusações.

“Desocupada” e “vagabunda”. Estas palavras possuem significados semanticamente próximos, no sentido de “não trabalhar”, “não ter alguma ocupação” ou “estar desempregada”. Porém, embora tenham conotações sociais muito diferentes, são também utilizadas no domínio popular como expressões pejorativas, para ofender ou estigmatizar negativamente.
A prefeita Adriane Lopes (PP) utilizou a expressão “desocupada” para atingir Rose Modesto (União Brasil), a quem acusou de ter sido uma das pessoas responsáveis pelos protestos dos quais foi alvo de um grupo de manifestantes no último dia (29/11). A prefeita reforçou a carga acusatória incluindo o vereador Marquinhos Trad (PDT).

Já incomodada com a avaliação negativa de sua gestão, a prefeita ficou tão irritada com as críticas à ação da Guarda que passou a fazer o contra-ataque, de qualquer jeito.
Em uma de suas entrevistas, disse para uma emissora de rádio que a derrotada Rose ainda não tinha encerrado a eleição e que Marquinhos não tinha autoridade moral para atacá-la. E fez a grave acusação:
“Manifestantes contratados pelo Marquinhos Trad e Rose Modesto estavam no local para tumultuar, por meio de ataques coordenados. Eram pessoas contratadas que chegaram de ônibus para atrapalhar os eventos da prefeitura e a minha pessoa”. O áudio das acusações e ofensas, feitas na Rádio FM Capital, foi juntado nas peças comprobatórias das ações movidas por Rose e Marquinhos.
Reparação
Eles ingressaram na Justiça buscando a devida reparação moral e política. Newley Amarilha, advogado de Rose, argumenta que na fala de Adriane Lopes “existem obscuridades que precisam ser esclarecidas para que a interpelante possa defender sua honra e seu bom nome, por todos os meios processuais ao seu alcance, dentre eles a ação penal privada por crimes contra a honra”.
No caso de Marquinhos, o juiz convocado do Tribunal de Justiça Ricardo Gomes Façanha já deu um prazo de 15 dias para responder à queixa-crime apresentada pelo vereador pedetista O parlamentar pediu a condenação da prefeita pelos crimes de calúnia e difamação e cobra uma indenização de R$ 150 mil por dano moral.
Para Adriane, que tenta transferir suas responsabilidades para os campo-grandenses que rejeitam sua gestão, as críticas de Rose, sua rival nas eleições de 2024, são ainda uma tentativa de estender a campanha. E sobre Marquinhos, ela ironiza tentando desqualificá-lo com agressões de ordem moral.
Contudo, a prefeita foge em disparada do conteúdo da questão, que está nas causas dos protestos da sociedade e só ela pode esclarecer ou ao menos tentar uma explicação. Todavia, continua se escondendo. Sobre isto, não procura dar qualquer explicação. E agora ela pode se sair bem de tudo isto: basta provar na Justiça o que falou sobre Marquinhos Trad e Rose Modesto. Simples assim, caso contrário, terá acrescentada à sua coleção de incapacidades mais um item: o boquirrotismo.






