A taxa de desemprego manteve-se em 4,2%, em linha com o previsto, impulsionada por um aumento na taxa de participação.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores nacional, a B3, iniciou o pregão desta sexta-feira (02/05) pós feriado no Brasil, em queda perdendo força após dados dos EUA.
O movimento reflete a reação dos investidores a dados recém-divulgados do mercado de trabalho dos EUA, além da cautela em torno das possíveis tratativas comerciais entre Washington e Pequim.
Por volta das 12h (horário de Brasília) o marcador apresentava queda de 0,18% aos 134.823,56 pontos.
O dólar comercial seguia o mesmo sentido do índice, embora com mais intensidade, ao passo que recuava 0,71%, cotado a R$ 5,63. O Euro também em queda de 0,34%, cotado a R$6,40.
O relatório de empregos (payroll), divulgado na manhã de hoje pelo Bureau of Labor Statistics (BLS), mostrou a criação de 177 mil vagas no setor não-agrícola em abril, superando a projeção do mercado, que apontava para 138 mil novos postos.
Apesar do resultado expressivo, os números também sinalizam uma desaceleração em relação a março, quando o país gerou 228 mil empregos.
O Payroll de abril superou as expectativas, com criação de 177 mil empregos no setor privado, os dados revisados dos meses anteriores — com cortes de 43 mil em março e 9 mil em fevereiro — indicam um cenário mais cauteloso.
Segundo Andressa Durão, economista do ASA, a média móvel trimestral teve leve alta, mas segue praticamente estável desde o início do ano.
A taxa de desemprego manteve-se em 4,2%, em linha com o previsto, impulsionada por um aumento na taxa de participação, especialmente entre trabalhadores nativos.
Já o crescimento dos salários permaneceu em 3,8% no acumulado de 12 meses, abaixo da expectativa de aceleração para 3,9%. Durão observa que os números ainda não captam os efeitos do ambiente econômico incerto, marcado por riscos elevados de recessão.
“O mercado de trabalho continua demonstrando solidez, com baixa taxa de desemprego, mas como é típico, pode demorar a refletir mudanças no ciclo econômico. Por isso, o Fed segue mantendo os juros estáveis, avaliando cuidadosamente os dados antes de qualquer mudança na política monetária”, conclui.








