O dólar comercial passou a subir nesta quarta-feira (07/01), enquanto o Ibovespa, principal índice da B3, operava em firme queda. Às 12h40, a moeda norte-americana avançava 0,26%, cotada a R$ 5,394 — após máxima de R$ 5,401 e mínima de R$ 5,369 no dia. Mais cedo, às 11h36, subia 0,31%, a R$ 5,396.

Na véspera, o dólar fechou em baixa de 0,48%, a R$ 5,379, marcando a quarta queda seguida e perda acumulada de 1,99% em 2026. Já o Ibovespa recuava 1,04%, aos 161,9 mil pontos. No dia anterior, o índice havia subido 1,11%, para 163,6 mil pontos, com ganho anual de 1,58%.
Os movimentos ocorrem em dia de agenda econômica agitada, com investidores atentos aos dados de emprego nos EUA, às vésperas do payroll de sexta-feira (09/01).
Emprego nos EUA pesa no mercado
Os destaques incluem o relatório ADP de dezembro, que mostrou criação de 41 mil vagas no setor privado — abaixo da projeção de 49 mil. Em novembro, houve fechamento revisado de 29 mil vagas. Já o Jolts de novembro registrou 7,146 milhões de vagas em aberto, queda de 300 mil ante outubro e abaixo das expectativas de 7,6 milhões.
Esses indicadores influenciam o Federal Reserve, que cortou juros em 0,25 ponto percentual em dezembro (terceira redução consecutiva), para 3,5%-3,75% ao ano. A votação não foi unânime: Stephen Miran defendeu corte maior, enquanto outros preferiram pausa. Próxima reunião: 27-28 de janeiro.
Venezuela, petróleo e cenário externo
No front internacional, o mercado monitora a Venezuela após a deposição de Nicolás Maduro pelos EUA. Investidores adotam tom otimista com petróleo, mas preços recuaram: WTI caiu até 2,4% na terça (6/1) após Trump anunciar entrega de 30-50 milhões de barris de “alta qualidade” aos EUA, vendidos a mercado (potencial de US$ 2,8 bi, ou R$ 15 bi). Frota de petroleiros americanos deve carregar o volume em breve, com recursos geridos pela Casa Branca.






