Moeda americana abriu em alta, mas recuou após declarações de Trump sobre tarifas chinesas; mercado acompanha cenário externo e fala de Lula.

O dólar apresentou movimento volátil nesta sexta-feira (17/11), refletindo a combinação de tensões comerciais entre Estados Unidos e China, incertezas fiscais no Brasil e preocupações com o setor bancário norte-americano.
Por volta das 10h06 (de Brasília), a moeda americana subia 0,16%, cotada a R$ 5,453 na venda. No entanto, às 12h10, o dólar recuava 0,29%, negociado a R$ 5,427, enquanto o Ibovespa registrava alta de 0,5%, com 142.926 pontos.
Mercado reage a falas de Trump e cenário global
A abertura do mercado foi marcada por aversão ao risco, mas o dólar perdeu força após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar à Fox Business que as tarifas impostas a produtos chineses “não serão mantidas” e que “tudo ficará bem” entre Washington e Pequim.
O diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA, Kevin Hassett, também tentou amenizar o clima, negando que exista uma guerra comercial e destacando que Trump e o presidente chinês Xi Jinping mantêm relação próxima. Segundo ele, Trump e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, devem se reunir em breve com autoridades chinesas para discutir um acordo comercial mútuo.
Cautela no Brasil e incertezas fiscais
No cenário doméstico, investidores mantêm cautela diante das incertezas sobre a meta fiscal de 2026. As recentes declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o Congresso do PCdoB, em que afirmou que, se disputar a reeleição, será “para ganhar”, também repercutiram no mercado.
Lula fez críticas à priorização do mercado financeiro e defendeu pautas de esquerda, além de citar a Venezuela e cobrar a cassação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Pressão internacional
Nos Estados Unidos, persistem os temores sobre fraudes e perdas em bancos regionais, o que provocou forte correção nas bolsas de Nova York na véspera. Além disso, o shutdown — paralisação parcial do governo americano — completou 17 dias, alimentando a volatilidade global.
Com uma agenda econômica esvaziada, o mercado brasileiro segue atento à conjuntura internacional e às falas de dirigentes de bancos centrais, que podem indicar os próximos passos da política monetária.
Com informações do Estadão e agências internacionais.








