Rota da Celulose: Concessão de 870 km de estradas integra tecnologia avançada e visa impulsionar logística da celulose em MS.

Nesta quinta-feira, 8 de maio, o governo de Mato Grosso do Sul realiza o leilão da Rota da Celulose na B3 (Bolsa de Valores), em São Paulo.
O projeto prevê a concessão de 870,3 km de rodovias estaduais e federais por 30 anos, com investimentos estimados em R$ 10,1 bilhões.
As rodovias envolvidas incluem as estaduais MS-040, MS-338 e MS-395, além das federais BR-262 e BR-267, essenciais para o escoamento da produção de celulose no estado.
Após a ausência de propostas no leilão anterior, em dezembro de 2024, o edital foi reformulado para aumentar a atratividade do projeto. As mudanças incluem a elevação da tarifa quilométrica de pedágio para R$ 0,19 em pistas simples e R$ 0,26 em pistas duplas, além de um cronograma de investimentos mais flexível. A taxa interna de retorno (TIR) foi ajustada para 11,41%, visando alinhar-se às condições macroeconômicas atuais.
O projeto contempla a duplicação de 115 km de rodovias, construção de 457 km de acostamentos, 245 km de terceiras faixas e 12 km de vias marginais. Também estão previstas 38 km de contornos urbanos, 25 acessos, 22 passagens de fauna e 20 alargamentos de pontes.
A infraestrutura contará com 12 praças de pedágio, todas equipadas com sistema de cobrança eletrônica (free-flow), oferecendo descontos para usuários frequentes e isenção para motocicletas.
Além das melhorias físicas, o projeto incorpora tecnologias avançadas, como pesagem eletrônica dinâmica (HS-WIM), instalação de 484 câmeras de reconhecimento óptico de caracteres (OCRs) e 26 pontos de recarga para veículos elétricos. Essas inovações visam aumentar a eficiência na cobrança e fiscalização, além de aprimorar a segurança dos usuários.
O novo certame acontece hoje na sede da B3, em São Paulo, às 13h (horário de MS)
A Rota da Celulose atravessa nove municípios e beneficia diretamente cerca de 1,2 milhão de moradores. A expectativa é que o leilão atraia grandes investidores, como BTG Pactual, KInfra, XP e Way Kinea, interessados em participar do desenvolvimento logístico e econômico da região.






