Consórcio vence leilão da Rota da Celulose com desconto de 9% no pedágio e investimentos de R$ 10,1 bilhões

Quinta-feira, 08 de maio de 2025 – este é um dia que entrou no calendário dos feitos históricos mais importantes para Mato Grosso do Sul. Em São Paulo, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), uma das principais vitrines internacionais da economia, o consórcio K&G – que é timoneado pela K-Infra e Galápagos – surpreendeu uma poderosa concorrência e venceu o leilão para administrar a malha viária da Rota da Celulose.
Trata-se de um autorizado reconhecimento das potencialidades do Estado e do modelo desenvolvimentista sulmatogrossense, implementado pelos governos de Reinaldo Azambuja (2015-22) e do sucessor, Eduardo Riedel, ambos do PSDB. Com a presença de Riedel, o leilão sacramentou a concessão da MS-338 e MS-395 e os trechos das rodovias federais BR-262 e BR-267, totalizando 870,3 km.

Estratégia acertada
Riedel ressaltou a grande dimensão econômica e social do leilão, configurando o acerto da estratégia visionária de gestão, compondo um alinhamento com a iniciativa privada para viabilizar o desenvolvimento sustentável.
A observação se encaixa na presença de concorrentes como os grupos BTG Pactual Infraestrutura, consórcio Caminhos da Celulose (liderado pela empresa XP Infra), Rotas do Brasil S/A e o consórcio K&G Rota da Celulose nesta disputa.
O consórcio vencedor ofereceu um desconto de 9% na tarifa de pedágio e um aporte de R$ 217.389.913,70. As empresas Galapagos e K-Infra serão as responsáveis pela recuperação, operação, manutenção, conservação, implantação de melhorias e ampliação de capacidade do sistema rodoviário durante 30 anos.
Os investimentos totais passam dos R$ 10,1 bilhões, sendo R$ 6,9 bilhões em despesas de capital e R$ 3,2 bilhões de custos operacionais.
Os investimentos ampliam e antecipam melhorias na malha viária. Serão 115 km em duplicações, 457 km de acostamentos, 245 km em terceiras faixas, 12 km de marginais, implantação de 38 km em contornos de municípios, 62 dispositivos em nível, 4 dispositivos em desnível, 25 acessos, 22 passagens de fauna, 20 alargamentos de pontes e implantação de 3.780,00 m² obras de arte especiais. A malha passará ainda a ter 100% de acostamento.
Riedel disse que o projeto foi discutido nos últimos dois anos, com diversas reuniões e um planejamento para garantir os resultados. “Temos empresas que acreditaram na proposta, todas idôneas. Daqui em diante seremos parceiros nos desafios, para que o projeto seja feito de maneira exata como foi elaborado”, frisou.
Ele reconheceu ainda que o Governo Federal foi parceiro ao delegar as rodovias BR-262 e BR-267, confiando no Governo de Mato Grosso do Sul e no projeto apresentado. “Esta concessão vai alavancar o desenvolvimento do nosso Estado, pois está demonstrado que temos grandes oportunidades para diversos segmentos da economia”, assinalou. “Saio daqui extremamente otimista para construirmos o Estado que sempre sonhamos”.

Liderança clara
Por sua vez, o ministro dos Transportes, Renan Filho, destacou as diretrizes da gestão de Riedel, salientando sua “liderança clara e a capacidade de diálogo”. E acrescentou: “Faço parte daqueles que concordam que está fazendo o que o Estado precisa fazer para avançar mais rápido, pelo caminho correto para melhorar a vida das pessoas e induzir o desenvolvimento econômico”.
Renan Filho ainda prosseguiu afirmando que a sensação ao ver o sucesso do certame é de dever cumprido. “Este mês é o mês de Mato Grosso do Sul na B3. Teremos ainda o leilão da otimização da BR-163, e isso vai somar R$ 25 bilhões em investimentos no Estado. Fico feliz de ver também que estão sendo atraídos novos grupos para esses leilões, como a Galapagos”, sublinhou.
Segundo a ministra Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), a secretária de Parcerias Estratégicas do Estado, Eliane Detoni, e o Head de Private Equity (gestor de capital privado) da Galápagos Capital, Rafael Gonçalves, novas perspectivas se abrem para fortalecer e ampliar os horizontes da economia.






