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Campo Grande, 01 de outubro de 2026

Bonito transforma agosto em alta temporada com Festival de Inverno

  • 25 de agosto, 2025
  • Cidades, Cultura, Economia, Turismo
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Evento cultural gera R$ 23 milhões, lota hotéis e impulsiona comércio e gastronomia.

Show de Guilherme e Santiago, uma das trações nacionais do Festival de Inverno de Bonito 2025.

Durante cinco dias, o Festival de Inverno de Bonito (FIB) mostrou mais uma vez sua força como motor da cultura e da economia local. Além de reunir milhares de pessoas em shows, apresentações de dança, teatro, literatura, artes visuais e gastronomia, o evento movimentou hotéis, restaurantes, comércio e serviços, consolidando agosto como mês de alta temporada no município.

A edição de 2025 atraiu cerca de 20 mil visitantes, com média de três dias de permanência e gasto diário de R$ 387 por pessoa.

De acordo com a Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico, a edição de 2025 atraiu cerca de 20 mil visitantes, com média de três dias de permanência e gasto diário de R$ 387 por pessoa. O impacto direto chega a R$ 23,22 milhões, circulando em hospedagem, alimentação, passeios, transporte e comércio.

O FIB 2025 consolida agosto como um mês de alta temporada, gera empregos, movimenta milhões e projeta Bonito como um destino completo, em que natureza, cultura e hospitalidade caminham lado a lado.

Gastronomia como vitrine

Na gastronomia, o reflexo é imediato. O chef Sylvio Trujillo, do restaurante Bacuri, explica que a semana do Festival se equipara aos períodos mais fortes do ano, como Natal ou Réveillon. Segundo ele, as vendas chegam a aumentar 80% em comparação a dias comuns.

Além disso, a mudança do Festival de julho para agosto trouxe benefícios extras: “Antes era baixa temporada, um mês em que dávamos férias a funcionários. Hoje, precisamos contratar temporários e reforçar estoques. O Festival mudou a lógica da cidade.”

Trujillo também destaca que o impacto vai além da economia. Para ele, o evento ajuda a gerar empregos que muitas vezes se tornam permanentes, ampliando a renda das famílias e projetando Bonito nacionalmente como destino gastronômico de qualidade.

Comércio em movimento

O comércio também se prepara. A vendedora Dila Gomes, há seis anos na loja Cobra Verde, conta que camisetas com motivos pantaneiros estão entre os itens mais procurados. Segundo ela, as vendas crescem durante o Festival, já que muitos turistas querem levar lembranças para casa ou presentear familiares que não puderam viajar. “A gente reabastece o estoque porque sabe que o movimento aumenta. A diferença em relação a meses normais é grande”, resume.

Na Macaco Prego, loja de artesanato e souvenirs, o proprietário Cláudio Jacques calcula que as vendas aumentam de 20% a 30% durante o evento. Ele conta que reforça o estoque e até contrata diaristas para dar conta da demanda. “Sai de tudo um pouco, camisetas, bolsas, artesanato. É mais trabalho, mas compensa e ainda garante renda extra para a equipe”, diz.

No turismo, o efeito é diferente, mas igualmente importante. O gerente da agência Passeios & Co, Mariano Chiurazzi, explica que o Festival altera o perfil do visitante.

Em vez de roteiros longos e complexos, muitos turistas, sobretudo os que vêm de cidades próximas do Estado, preferem passeios avulsos e mais simples, como idas a balneários.

Assim, conseguem curtir o dia em atividades leves e reservar energia para aproveitar a programação cultural à noite. Segundo Chiurazzi, essa mudança de comportamento garante fluxo em um mês que, sem o Festival, seria de baixa. “Dá uma salvada no movimento, mantendo a agência ativa com cerca de 15 passeios por dia. Em outras semanas, fazemos cerca de oito”, observa.

Festival de Inverno de Bonito 2025: hotéis com 75% de ocupação.

Hotéis lotados e temporada estendida

Se no comércio e nos passeios o Festival já faz diferença, na hotelaria o impacto é ainda mais evidente. Com mais de 100 opções de hospedagem, Bonito registra ocupação total durante os dias de evento.

A sócia-proprietária do Hotel Paraíso das Águas, Silvia Schmidt, lembra que a criação do Festival tinha justamente a missão de ampliar e estender a alta temporada de julho. Para ela, a mudança do evento para agosto foi decisiva. “No começo houve dúvida, mas já no primeiro ano ficou claro que foi um acerto. Agosto deixou de ser um mês morno e passou a garantir boa ocupação e faturamento. Isso dá regularidade e previsibilidade aos negócios”, afirma.

Segundo Silvia, essa estabilidade beneficia não apenas hotéis, mas todo o comércio. “É um movimento que mantém o turista mais tempo na cidade, visitando lojas e consumindo. O festival gera alegria cultural, mas também segurança econômica. Deveríamos ter um por mês”, brinca.

O Festival altera o perfil do visitantes que ao invés de roteiros longos, preferem passeios avulsos e mais simples, como idas a balneários.

Tradição do FIB consolidada

O Festival de Inverno de Bonito reafirma, a cada edição, seu papel duplo: de palco da cultura sul-mato-grossense e motor de uma economia que se fortalece.

O FIB 2025 consolida agosto como um mês de alta temporada, gera empregos, movimenta milhões e projeta Bonito como um destino completo, em que natureza, cultura e hospitalidade caminham lado a lado.

Realizado pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, com apoio da Prefeitura Municipal de Bonito, o evento reforça sua importância como símbolo de integração entre cultura e desenvolvimento regional.

O Festival de inverno de Bonito encerrou ontem, domingo (24/08) com várias apresentações de música, dança, teatro, literatura, moda, artes visuais e gastronomia.

O FIB que contou com  quatro palcos principais: Sol, Águas, Futuro e Lua, que  receberam artistas regionais e nacionais,   reafirmou valores de acessibilidade e sustentabilidade, com tradução em Libras, gerenciamento de resíduos, plantio de mudas e ações de educação ambiental.

Com informações da Ascom/FIB

Fotos: Altair Santos – Ascom/FIB

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