Aplicação de verbas disponibilizadas para Mato Grosso do Sul garante bons resultados do Programa.

Instituído pelo governo federal para garantir a famílias em situação de insegurança alimentar o acesso à alimentação adequada e fortalecer a
agricultura familiar, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) prevê a compra de produtos do campo sem licitação, com doação simultânea aos beneficiários.
A aplicação das verbas destinadas para a execução do Programa nos estados tem metas pré-estabelecidas, cujo alcance exige um planejamento tecnicamente rigoroso e competente.

Mato Grosso do Sul vem superando as metas que lhe couberam, diante do desafio de aplicar em um curto período os recursos do PAA disponibilizados pelo Governo Federal. O governador Eduardo Riedel (PP) mobilizou toda a sua rede de assistência técnica, os municípios e as organizações parceiras, alcançando um resultado que superou superior às execuções anteriores do programa no Estado.
Entre novembro de 2025 e maio de 2026, o Governo do Estado aplicou R$ 7.102.723,89 dos R$ 9,3 milhões previstos no convênio, o equivalente a 78% dos recursos disponíveis.
A execução foi coordenada pela Secretaria-Executiva de Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais (Seaf), que é vinculada à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

Rede mobilizada
Os recursos são do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), representado regionalmente pela Conab (Companhia Nacional do Abastecimento).
A força-tarefa envolve equipes da Semadesc, Agraer, prefeituras e entidades locais para garantir que os investimentos cheguem aos agricultores familiares e às instituições contempladas no programa. Ao todo, foram cadastrados nos editais 1.165 agricultores familiares de 34 municípios.
Os indicadores mostram um dos melhores desempenhos que já foram registrados pelo PAA em Mato Grosso do Sul, tanto no volume de recursos como na agilidade das ações. Os recursos foram distribuídos em três editais: PAA Indígena (R$ 5 milhões); PAA Hortaliças e Sementes (R$ 3,1 milhões); e o PAA Quilombola (R$ 1 milhão). “É uma iniciativa que fortalece a produção, gera renda no campo e amplia as oportunidades de comercialização para os pequenos produtores rurais, as comunidades indígenas e quilombolas”, enfatiza Riedel.

Compromisso
Artur Falcette, titular da Semadesc, frisa que o resultado atesta a capacidade de articulação do Estado e o compromisso com as políticas públicas. “Conseguimos executar mais de R$ 7 milhões em apenas seis meses, fortalecendo a agricultura familiar e assegurando que os alimentos chegassem às famílias que mais precisam”, exulta.
Para a coordenadora de Compras Institucionais da Seaf/Semadesc, Maria Tainara Carneiro, o resultado é fruto da união de esforços em torno de um objetivo comum.
A secretária-executiva de Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais, Karla Nadai, opina: “Tínhamos um prazo curto para operacionalizar os editais, mobilizar os produtores, organizar a logística e efetivar as entregas. Mas prevaleceu o esforço no trabalho de equipe”. Ela informa que até o momento foram adquiridas cerca de 831 toneladas de alimentos da agricultura familiar, com 60 tipos de produtos, desde leite pasteurizado, pães, biscoitos, doces, rapadura e melado, até mandioca, batata-doce, hortaliças, verduras, frutas e legumes diversos.








