Miriam Rosa Matos, de 44 anos, morreu no local no cruzamento das ruas Padre João Crippa e Maracaju. Victor Vicentin Rocha, soldado do Exército de 22 anos afastado para tratamento de saúde, teve bafômetro positivo de 0,42 mg/L e será encaminhado a presídio militar após alta hospitalar.

O corpo da vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos, foi levado para Mato Grosso e está sendo velado na casa da mãe da vítima, em Planalto da Serra, no norte do estado. Família e amigos se reúnem para a última despedida da trabalhadora, que morreu após ser atropelada na manhã de sábado (20), em Campo Grande, na região central da Capital.

A morte de Miriam causou comoção entre colegas de trabalho e pessoas próximas. A empresa de segurança onde ela atuava divulgou uma nota de pesar, lamentando a perda da colaboradora e prestando solidariedade aos familiares e amigos. Nas redes sociais, os irmãos de Miriam também prestaram homenagens à vigilante, compartilhando mensagens de despedida e carinho e lembrando momentos vividos ao lado dela.

Acidente registrado por câmeras de segurança
O acidente aconteceu logo depois das 6h da manhã, no cruzamento das ruas Padre João Crippa e Maracaju, na região central de Campo Grande.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a motocicleta conduzida por Miriam foi atingida por uma caminhonete Chevrolet S10 em alta velocidade.
Segundo a polícia, após a colisão Miriam foi arrastada por alguns metros e morreu ainda no local. O impacto foi tão forte que o tanque de gasolina estourou e partes da motocicleta ficaram espalhadas pela via.
O condutor da caminhonete foi identificado como Victor Vicentin Rocha, de 22 anos, soldado do Exército Brasileiro.
Segundo o delegado Édson Caetano, responsável pelo caso, o militar apresentava sinais de embriaguez e dirigia em alta velocidade pela região central.

Militar foi preso e teve bafômetro positivo
Victor Vicentin Rocha foi preso neste sábado (20/06) após atropelar e matar Miriam. O militar e um passageiro que o acompanhava foram encaminhados para atendimento médico e depois para a delegacia. Conforme as investigações, ambos apresentavam sinais de embriaguez.
O militar não fez o teste do bafômetro imediatamente porque estava hospitalizado, mas a polícia lavrou termo de constatação de embriaguez.

Após receber alta e já na delegacia, Victor passou por teste de alcoolemia, que apontou 0,42 mg/L de álcool por litro de ar expelido. No veículo, foram encontradas latas de cerveja e conhaque.
O Comando Militar do Oeste (CMO) informou que Victor Vicentin Rocha está afastado de suas funções há quase um ano para tratamento de saúde. A nota informa ainda que, após receber alta hospitalar, o soldado será encaminhado para um estabelecimento prisional militar, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Caso é investigado como homicídio
O caso segue sendo investigado pelas autoridades. O militar foi preso por dirigir embriagado e matar a motociclista em um grave acidente no Centro de Campo Grande. A polícia lavrou termo de constatação de embriaguez e encontrou bebidas alcoólicas no veículo.
Miriam Rosa Matos era natural de Mato Grosso e morava sozinha em Campo Grande há cerca de 20 anos. Segundo familiares, ela levava uma vida tranquila e dedicava-se ao trabalho como vigilante.
A comoção pela morte da vigilante se estendeu pelas redes sociais, com colegas, amigos e familiares compartilhando lembranças e homenagens. O funeral de Miriam será realizado em Mato Grosso, onde a família se reúne para a última despedida.








