Maria Silva não resistiu aos ferimentos após batida de veículo de passeio com caminhão entre Sidrolândia e Nioaque; motorista foi preso por transportar carga de cigarros ilegais.

A técnica de enfermagem Maria Silva, que atuava em um hospital de Ponta Porã, morreu na manhã desta terça-feira (29/07) por volta das 6h, após o veículo em que estava se envolver em uma grave colisão com um caminhão na BR‑060, no km 372, entre Sidrolândia e Nioaque, próximo ao Trevo do Polaco.
De acordo com informações apuradas no local, Maria seguia em um Chevrolet Astra ao lado de um homem — supostamente seu companheiro — quando o carro bateu violentamente contra o caminhão.
O condutor do carro não sofreu ferimentos, mas acabou preso em flagrante. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) identificou que o veículo transportava cigarros contrabandeados, e há indícios de que fazia parte de um comboio com outros automóveis que também carregavam mercadorias ilegais.
Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros foram acionadas imediatamente. Ela chegou a ser reanimada no atendimento inicial e entubada ao dar entrada no hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco tempo depois.

Polícia busca integrantes de comboio ligado ao contrabando
A Polícia Civil de Sidrolândia e a PRF trabalham na identificação de outros veículos envolvidos no esquema criminoso. O acidente expôs a movimentação do grupo, e veículos suspeitos teriam fugido do local após a colisão.
A área do acidente foi isolada para os trabalhos da Perícia Técnica e a investigação sobre a dinâmica da batida — se houve manobra arriscada, perseguição ou fuga — está em andamento. O nome do homem preso não foi divulgado, mas ele foi encaminhado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário).
Segundo a polícia, o caso será tratado como crime de contrabando com resultado morte, e pode haver desdobramentos federais conforme o avanço das apurações. A polícia agora foca em identificar os demais veículos do comboio, aprofundar a investigação sobre a rota do contrabando e entender se ela era cúmplice, vítima ou apenas acompanhante do motorista preso. O caso segue sob responsabilidade da Polícia Judiciária e pode ser ampliado para esferas federais.






