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Campo Grande, 07 de novembro de 2026

2027: Conab poderá ter R$ 100 milhões para armazéns de grãos 

  • 23 de setembro, 2026
  • Economia e Agronegócio
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Orçamento já prevê a alocação de R$ 50 milhões; companhia tenta dobrar o valor através de uma parceria com a Itaipu Binacional.

Conab vai modernizar armazéns públicos com dinheiro de Itaipu

O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Sílvio Porto, afirmou nesta terça-feira (22/9) que a estatal poderá ter até R$ 100 milhões para investimentos nas unidades armazenadoras de grãos do país em 2027.

O projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, enviado ao Congresso Nacional no fim de agosto, já prevê a alocação de R$ 50 milhões para esses investimentos com recursos próprios da Conab. Agora, a companhia tenta dobrar o montante a partir da destinação de valores oriundos de uma parceria com a Itaipu Binacional, afirmou Porto, em coletiva de imprensa, em Brasília.

O objetivo é “ampliar a atuação” da rede de unidades armazenadoras para a formação de estoques de alimentos, disse o presidente. Atualmente, onde não há prédios próprios, a Conab cadastra armazéns e aluga estruturas, com o pagamento de tarifas pelo serviço, para armazenar os alimentos. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a estatal não tem unidade e usa a rede de terceiros para estocar o arroz comprado dos agricultores locais, um dos principais itens da política de estoques.

Investimentos da Conab em armazenagem vão ampliar unidades de Sorriso e  Rondonópolis - MT Econômico

Desde o início de 2023, o governo federal já comprou ou apoiou a comercialização de 1,660 milhão de toneladas de grãos. Há hoje em estoque 300 mil toneladas de arroz e houve aquisição ou apoio à comercialização de 860 mil toneladas de milho desde o início dessa gestão. O gerenciamento dos volumes é rotativo, ou seja, o cereal adquirido é vendido aos criadores de outras regiões.

De acordo com o presidente da Conab, as ações de recomposição de estoque públicos, apoio à comercialização e garantia de preços mínimos têm ajudado a manter os preços dos alimentos acessíveis à população.

“Há uma falácia de que alimentos estão mais caros, é só pegar dados, o que é concreto”, disse Porto. Segundo ele, os produtos estão em processo de deflação e, no acumulado dos últimos 12 meses, estão bem abaixo da inflação geral do país.

Sílvio Porto, afirmou nesta terça-feira (22/9) que a estatal poderá ter até R$ 100 milhões para investimentos nas unidades armazenadoras de grãos do país em 2027.

“Enquanto a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura) demonstra que estamos no maior pico de inflação mundial dos últimos três anos, o Brasil está exatamente em processo inverso, de deflação dos preços dos alimentos”, disse a ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, na mesma coletiva de imprensa.

Ela ressaltou que o IPCA dos alimentos acumulado desde 2023 está em 13%, cerca de um quarto da inflação acumulada nos quatro anos do governo anterior, segundo a ministra

“Conseguimos fazer a contenção dos preços a partir de um conjunto de políticas públicas e ações, de política agrícola e de abastecimento alimentar”, pontuou ao citar medidas como a subvenção aos preços mínimos e a formação de estoques.

 

Com informações do Portal Globo Rural

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