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Campo Grande, 09 de setembro de 2026

Dino derruba afastamento e manda Andrei Rodrigues voltar ao comando da PF em meio a “guerra” no STF

  • 9 de setembro, 2026
  • Politica
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Ministro do Supremo determinou reintegração imediata do diretor-geral e do chefe de Inteligência da Polícia Federal, suspendendo decisão de André Mendonça; caso foi encaminhado ao Plenário da Corte.

Flávio Dino atende a recurso e reintegra Andrei Rodrigues à Polícia Federal.

Em um dos capítulos mais tensos da recente crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Flávio Dino determinou, nesta quarta-feira (09/09), a reintegração imediata de Andrei Augusto Passos Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF) e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial. A ordem suspende, na prática, os efeitos de decisão proferida na terça-feira (8) pelo ministro André Mendonça, que havia afastado preventivamente os dois delegados.

PF vai editar normas para recadastramento de armas ainda nesta semana, diz Dino

Decisão de Dino atende pedido de Andrei e neutraliza liminar de Mendonça

A determinação de Flávio Dino atende a um requerimento incidental formulado por Andrei Rodrigues no âmbito da Petição (PET) 16.669. Na prática, a medida neutraliza os efeitos da ordem proferida por André Mendonça na PET 16.662, que havia decretado o afastamento preventivo dos dois delegados e paralisado a elaboração de relatórios de inteligência a pedido do Partido Novo.

Dino afirmou que a decisão se submete exclusivamente à autoridade do Plenário do STF e encaminhou o caso para apreciação colegiada. Na ordem dirigida ao Presidente da República — autoridade competente para a nomeação do comando da PF —, Flávio Dino garantiu o restabelecimento integral das funções dos delegados.

Proteção contra novas medidas e ordem de restabelecimento das funções

Além da reintegração, Dino determinou, em caráter preventivo, que não sejam impostas a Andrei e Almada novas medidas cautelares de natureza pessoal fundadas exclusivamente em atos praticados no regular exercício de suas atribuições funcionais, em cumprimento a determinações judiciais. O magistrado determinou ainda que os dois oficiais fiquem protegidos contra novas medidas cautelares motivadas pelo regular cumprimento de ordens judiciais.

O ministro também determinou o restabelecimento do regular funcionamento da Diretoria de Inteligência Policial da PF, com o pleno exercício de suas atribuições legais e administrativas, inclusive para o cumprimento de decisões judiciais. Com isso, determinou ao presidente da República, autoridade competente para a nomeação do diretor-geral da PF, que assegure a imediata reintegração de Andrei e Almada, com o restabelecimento integral de suas atribuições.

Conflito expõe rachaduras no STF e é chamado de “guerra civil” por especialistas

A sucessão de decisões opostas entre ministros do STF acirrou a crise interna na Corte e envolveu o Palácio do Planalto no conflito. Em entrevista ao CNN Prime Time, o professor de Direito Constitucional da UFF (Universidade Federal Fluminense) Gustavo Sampaio avaliou que o tribunal vive agora uma espécie de “guerra civil”, com disputas internas entre seus próprios integrantes.

A decisão do ministro André Mendonça de determinar o afastamento do diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, aprofundou a crise no STF (Supremo Tribunal Federal) e envolveu o Palácio do Planalto no conflito. Narrativas em disputa sobre o papel do STF e os limites da atuação de ministros em questões administrativas da PF têm dominado o debate político em Brasília.

Origem do caso: pedido do Partido Novo e suspeitas sobre relatórios de inteligência

O afastamento preventivo decidido por Mendonça ocorreu após suspeitas sobre relatórios de inteligência produzidos pela Polícia Federal. A medida também determinava a abertura de procedimentos investigatórios e a suspensão da produção, elaboração ou compartilhamento de relatórios de inteligência da PF destinados à análise de atos relacionados ao Judiciário, à advocacia pública e à polícia judiciária.

Dino questiona a legitimidade do Partido Novo no caso e aponta irregularidades na decisão de Mendonça. Ao suspender a liminar, o ministro argumenta que os afastamentos prejudicavam investigações sob sua relatoria.

Tarifaço: Fachin diz que STF exercerá suas funções sem pressão externa | Agência Brasil

Próximos passos: caso vai ao Plenário e Pressão sobre Fachin

Com a decisão de Flávio Dino, o conflito institucional ganha nova dimensão e será levado ao Plenário do STF. Caberá ao presidente do tribunal, Edson Fachin, definir os próximos passos após o prazo de cinco dias que deu aos dois ministros para se manifestarem acerca das acusações.

O episódio revive tensões históricas entre o STF e a indicação política para o comando da PF, como ocorreu em 2020, quando Alexandre de Moraes suspendeu nomeação de Ramagem para chefiar a corporação. O afastamento de Andrei pressiona Fachin em meio à crise do STF, e a solução do impasse dependerá de articulação política e jurídica no interior da Corte.

Impacto no Planalto e fortalecimento de Andrei junto ao governo Lula

A permanência do delegado Andrei Rodrigues à frente da Polícia Federal tem sido questionada entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas a decisão de Dino tende a fortalecer o chefe da PF junto ao Planalto. A ordem de reintegração imediata foi dirigida ao presidente da República, que deverá assegurar o retorno dos delegados com todas as atribuições restabelecidas.

Enquanto o Plenário do STF não se manifesta, a cúpula da Polícia Federal retorna integralmente às suas funções, e a Diretoria de Inteligência Policial volta a operar sem restrições. A “guerra de poder” entre ministros do STF, no entanto, segue aberta, com desdobramentos que podem influenciar investigações em curso e o equilíbrio de forças no governo federal.

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