Suspensão de pavimentação e drenagem nos bairros é obra de humilhação e descaso que atinge milhares de pessoas.

O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) decidiu suspender parte da licitação de R$ 188,5 milhões destinados às obras de pavimentação e drenagem previstas para Campo Grande. Embora esta decisão suspenda apenas quatro dos 18 lotes planilhados, milhares de pessoas sofrerão novamente por causa das barbeiragens e desmandos da prefeita.
A decisão foi tomada após uma análise técnica da Divisão de Fiscalização de Obras, Serviços de Engenharia e Meio Ambiente do TCE-MS. Os técnicos identificaram pendências e questionamentos que desfiguram a visão clara e completa dos projetos e os documentos da licitação. Um dos principais pontos trata da espessura do revestimento asfáltico, conhecido como CBUQ.

Barbeiragens
De acordo com a análise dos técnicos, havia divergências entre a solução prevista no projeto e as especificações relacionadas ao tipo de mistura asfáltica que seria utilizado. A licitação foi planejada pela Prefeitura de Campo Grande para ampliar a infraestrutura urbana e levar asfalto e drenagem a diferentes regiões da cidade. O pacote faz parte de um planejamento que prevê investimentos de até R$ 640 milhões em infraestrutura até 2028, segundo informações divulgadas sobre o projeto.
Entre os lotes atingidos pela decisão estão obras na Vila Nossa Senhora Aparecida e no Bosque da Saúde, com previsão de R$ 16,8 milhões; no Jardim São Conrado, com quase R$ 10 milhões; no Complexo Jardim Itatiaia, com cerca de R$ 5 milhões; e nas regiões do Coophavilla II e Batistão, com aproximadamente R$ 13 milhões.
Desde que a prefeita se apoderou da caneta mais poderosa da Capital, assumiu um perfil majestático, ignorando responsabilidades de sua competência, como a gestão dos serviços de saúde, manutenção e transporte. Os desastres administrativos, políticos e financeiros são reforçados praticamente todos os dias – não é só a buraqueira, a lama das chuvas e a poeira da estiagem que machuca a saúde do povo, mas a folha secreta, o achatamento salarial de quem trabalha e os holerites abastados que atendem seu cabide de empregos que compõem seu ciclo de poder.






