A mulher de 34 anos, foi detida em flagrante após ação do GOI em joalheria no Jardim São Bento. Além das peças furtadas encontradas com ela, foram recuperadas mais peças da mesma loja na residência da servidora. A defesa contesta o valor atribuído aos produtos do furto.

Uma servidora pública municipal de 34 anos foi presa em flagrante na manhã desta sexta-feira (28/08) após furtar joias e semijoias de uma loja no Jardim São Bento, em Campo Grande(MS).
De acordo com o boletim de ocorrência, o GOI (Grupo de Operações e Investigações) foi acionado pelo proprietário do estabelecimento, que suspeitou que uma cliente estava subtraindo mercadorias do interior da loja.
Um investigador permaneceu no local e, ao ver a suspeita deixar o comércio, realizou a abordagem. Durante a revista pessoal, foram encontrados diversos itens da joalheria em posse da mulher.

Peças apreendidas na residência e prejuízo estimado
Ainda conforme o registro da ocorrência, a servidora informou que havia outras peças em sua residência. Os agentes foram até o imóvel e localizaram mais produtos, que foram apresentados ao comerciante, que reconheceu as mercadorias como pertencentes à loja.
O proprietário estimou o prejuízo em R$ 30 mil e relatou que o estabelecimento já havia registrado outros furtos de joias e semijoias, suspeitando da participação da mesma mulher em parte dos episódios anteriores.
Entre os itens apreendidos com a servidora, que somam o valor estimado pelo lojista, estão anéis, brincos, pulseiras e colares.
Servidora da Sesau
A suspeita é servidora da Prefeitura de Campo Grande desde maio de 2018, lotada na Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).
Em nota, a Prefeitura informou que o caso será analisado “sob os aspectos administrativo e funcional, com observância rigorosa da legislação vigente”, ressaltando que eventual responsabilização criminal e a apuração administrativa são esferas distintas.
A administração municipal afirmou ainda que não divulgará informações pessoais ou elementos que possam interferir nas investigações ou antecipar juízo sobre a responsabilidade da envolvida.

Defesa contesta valor das semijoias e pede cautela
A defesa da servidora, composta pelos advogados Vinicius Teló e Fabiana Trad, divulgou nota contestando o valor atribuído às semijoias e pedindo cautela antes de qualquer julgamento antecipado, já que a audiência de custódia ainda não foi realizada.
Durante o depoimento na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, a servidora permaneceu em silêncio, mas estava acompanhada de advogado.
Veja a nota da defesa na íntegra:
“A defesa esclarece que a audiência de custódia, momento processual adequado para a análise da legalidade da prisão e, sobretudo, da necessidade de sua manutenção, sequer foi realizada até o presente momento. Assim, qualquer narrativa que trate a cliente como culpada ou antecipe conclusões sobre sua responsabilidade é absolutamente precipitada.
É igualmente necessário corrigir uma informação que vem sendo divulgada: o valor atribuído às supostas semijoias não corresponde à realidade dos fatos. A defesa lamenta que informações ainda não devidamente esclarecidas sejam divulgadas como se fossem verdades definitivas, especialmente em um caso no qual a própria situação jurídica da investigada ainda será submetida à apreciação judicial.
A defesa adotará todas as medidas cabíveis e se manifestará nos autos no momento oportuno, apresentando os elementos necessários para demonstrar sua Inocência e esclarecer integralmente os fatos.”






