É o líder que faltava. ‘Ele tem um brilho diferente’, admite, orgulhoso, o técnico Fernando Diniz.

O holandês mudou todo o cenário do jogo contra o Rosario Central. Levou coragem, vibração, para o Corinthians, com um a menos, depois da infantil expulsão, de Raniele, estava sendo encurralado. Memphis entrou e logo cobrou falta, que foi desviada por Bidon, no salvador gol. 1 a 0 e time classificado para as quartas da Libertadores. Terá pela frente o Estudiantes, também argentino. Foi uma noite mágica para qualquer corintiano. O time deu orgulho.
Mesmo com um jogador a menos, Raniele foi expulso infantilmente, aos 12 minutos do segundo tempo, a equipe se transformou aos 24 minutos. Foi quando Memphis Depay entrou em campo.
O holandês trouxe a dose de confiança, vibração, garra que estavam faltando para o time. Veio a coragem de sair da defesa e buscar o ataque. Foi quando Matheus Bidu sofreu falta perto área, pelo lado esquerdo do ataque corintiano. Memphis cobrou, com malícia. Não procurou os gigantes Gustavo Henrique e Gabriel Paulista, levantando a bola.

Pelo contrário. Cobrou enviesado, a meia altura, violento. Em direção do gol de Ledesma. Caprichosa, a bola procurou o pé direito de Breno Bidon, que desviou para as redes argentinas. Corinthians 1 a 0, aos 34 minutos. Memphis foi mais abraçado que o autor do gol.
Aí sim, o Corinthians recuou, lutou com a vontade alucinante de vencer, em perfeita harmonia com seus torcedores. E se consolidou a vitória, a classificação para as quartas da Libertadores.
Foi a primeira partida de Memphis, depois da renovação. Ele não atuava desde a Copa do Mundo. Mostrou em campo, mais uma vez, para o presidente Osmar Stabile, o quanto foi perda de tempo não assinar o contrato antes. Quem sabe, com Memphis, o clube não teria sido eliminado da Copa do Brasil pelo Internacional?
Memphis foi o líder que o Corinthians precisava contra o competitivo Rosario Central. Fernando Diniz, principal articulador da renovação, falando com Stabile e com o próprio jogador, para cederem financeiramente e fechar o novo compromisso, para o bem do Corinthians, estava eufórico. Xingou, correu para torcida, mostrando as duas mãos com os dedos formando o ‘v’ da vitória, como fazia o presidente norte-americano, Richard Nixon. E, mais calmo, na entrevista coletiva, reverenciou Memphis. Ele teve várias conversas com o holandês, pedindo para que ficasse no Corinthians.
“Tive conversas em particular com o Memphis antes da renovação. É um jogador diferente, que tem um brilho diferente. Foi decisivo para a gente passar hoje.
“Entrou, contribuiu, bateu muito bem a falta. Segurou a bola e se doou.”
Diniz sabe que com Memphis, seu time é muito mais forte. Os jogadores se sentem seguros, confiantes.“Eu o considero uma pessoa diferente, tem um brilho diferente. Enxerga o mundo diferente.
“Ele contribuiu muito para o Corinthians e tem muito para contribuir ainda. “Foi o nosso grande reforço da temporada, a renovação do Memphis.”E o técnico permitiu que Memphis orientasse os companheiros enquanto estava no banco de reservas.
Ele conversou muito, no intervalo, e na parada técnica do primeiro tempo. Principalmente com Pedro Raul, que outra vez jogou mal. Porque ele não tem velocidade como o contundido Yuri Alberto. Apesar das orientações, ele foi novamente o pior corintiano em campo.
Mas quem teve a pior atitude, digna de uma criança, foi Raniele. Ele já tinha cartão amarelo, quando confundiu garra com violência. Deixou de forma proposital as travas da chuteira em Copetti. E foi expulso com toda a justiça, prejudicando o time. O Corinthians ficou com um a menos a partir do 12 minutos do segundo tempo.
Diniz, que é psicólogo por formação, tentou disfarçar, amenizar a situação.
“Quem está com cartão amarelo tem que ter cuidado. Não dá para tirar o jogador quando toma cartão no primeiro tempo. Já estávamos sem o Allan hoje. A gente conversou no intervalo para ter cuidado, mas aconteceu.“Tem que servir de experiência. Teoricamente sempre é ruim, mas na prática não foi ruim. Lá sustentamos e aqui com um jogador a menos fizemos um gol.”Diniz não quis falar publicamente mas Raniele será duramente cobrado, porque o treinador foi bem claro. ‘O que não poderia acontecer era uma expulsão”, alertou. E ela veio.
Assim que a partida acabou, Memphis foi o jogador mais aplaudido. Ele levou a confiança e vibração que faltavam. O corintiano tem seu ídolo de volta.
E Memphis faz enorme diferença…
Com informações do Portal R7






