Com 75,2 milímetros acumulados desde a madrugada, chuva acima da média fez o nível do rio disparar e deixou pedestres expostos em trecho crítico da Avenida Thyrson de Almeida, em Campo Grande (MS).

A chuva intensa que atingiu Campo Grande pouco depois das 4h desta quinta-feira (30/07) provocou uma elevação rápida do nível do Rio Anhanduí e deixou a água muito próxima de uma passarela na região da Avenida Thyrson de Almeida e Ernesto Geisel.
O cenário chamou a atenção porque, mesmo com a estrutura gradeada, a travessia continuou sendo feita por pedestres, inclusive por um homem que passou carregando a bicicleta, em um trecho de cerca de 70 metros.
Segundo balanço divulgado pela meteorologia, Campo Grande acumulou 75,2 milímetros de chuva desde a madrugada, volume que supera a média prevista para julho e agosto. O temporal veio acompanhado de rajadas de vento que chegaram a 64,4 km/h na Capital e agravou alagamentos, queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia em diferentes pontos da cidade.
No caso do Rio Anhanduí, a força da enxurrada é resultado direto da chuva volumosa e da topografia urbana da região, que concentra o escoamento da água para o leito do córrego. Na Avenida Ernesto Geisel, o curso d’água já é historicamente um dos pontos mais sensíveis da Capital por causa de enchentes, erosões e da pressão provocada pelas chuvas intensas.
A situação ocorre justamente em um trecho que recebe obras de contenção de enchentes e erosões. Conforme a Prefeitura de Campo Grande, o projeto na Ernesto Geisel já alcançou 50% do cronograma e prevê intervenções com gabiões, recapeamento da via, nova sinalização e instalação de guarda-corpos para ampliar a segurança da região.
A administração municipal afirma que a obra deve reforçar a proteção da margem do Anhanduí e reduzir riscos de alagamento.
De acordo com o Inmet, Mato Grosso do Sul segue sob alerta de tempestade, com possibilidade de chuva forte e ventos intensos ao longo do dia. Em Campo Grande, a previsão indica continuidade da instabilidade, com máximas de até 33°C, o que mantém o alerta para novos transtornos em áreas de risco.






