Inclusão e expansão de atividades como a citricultura e a piscicultura geram renda e empregos.

O êxito de políticas públicas do governo sul-mato-grossense que atendem necessidades de subsistência, também contemplando demandas de mercado, tem na diversificação de atividades um dos eixos de maior alcance social e outros ganhos agregados, como a geração de empregos e renda, a qualificação laboral e a abertura de novas oportunidades. Para o governador Eduardo Riedel (PP), além das linhas de fomento e medidas de capacitação estrutural, a diversidade oxigena o empreendedorismo, seja no agro ou na indústria.
Alguns resultados têm maior visibilidade, como a agroindústria de celulose, a industrialização de grãos e proteínas e os estímulos às novas fronteiras produtivas.
São eixos que, de acordo com Riedel, lançam o Estado para além da carne (gado) e dos grãos (soja), binômio tradicional da economia. As mega indústrias de celulose – como as da Suzano, em Ribas do Rio Pardo; da Arauco, em Inocência; e a projetada pela Bracell, em Bataguassu, são fotografias ampliadas desta realidade, mas há outros segmentos avançando bem.

A citricultura já rendeu quase 30 mil hectares de laranja plantados, atraindo gigantes do setor, como a Cutrale e a Citrosuco. A projeção é atingir até 100 mil hectares em médio prazo. Calcula-se que cerca de 07 milhões de mudas estão em desenvolvimento.
A Cutrale destinou cerca de R$ 500 milhões para a Fazenda Aracoara, entre Sidrolândia e Campo Grande. O Grupo Junqueira Rodas com polos de produção em Paranaíba e Naviraí e a Citrosuco avança, disposta a construir novos complexos industriais e de escoamento.
Políticas conscientes
Riedel destaca também o feito de Mato Grosso do Sul em outro setor, saltando do 20º para o 5º lugar no ranking nacional de produção de tilápias. São políticas conscientes e ajustadas com as vocações locais.

A produção estadual de peixes de cultivo passou de 34,8 mil toneladas em 2023 para mais de 53 mil toneladas em 2025/26. O impulso veio de uma política pública estadual, o Programa Peixe Vida.
Embora a tilápia lidere a produção, os peixes nativos também estão ganhando espaço e já alcançam 14% de geração por matrizes locais. O volume exportado de tilápia saiu de 55 toneladas em 2023 para quase 2 mil toneladas em 2025. Gerou mais de US$ 10 milhões (cerca de R$ 51,2 milhões) em receita e consolidou o estado no comércio internacional.
O maior produtor de tilápias no estado é Selvíria. Destacam-se ainda Mundo Novo, Dourados, Aparecida do Taboado e Itaporã.






