I Encontro Regional das ‘Coetraes’ busca integração entre setores, troca de experiências e elaboração de políticas públicas para promoção do trabalho digno.

Representantes de órgãos públicos, instituições nacionais e organismos internacionais participam nesta quarta (17/06) e quinta-feira (18), em Campo Grande, do I Encontro Regional das Comissões Estaduais para a Erradicação do Trabalho Escravo (Coetraes) do Centro-Oeste.
O evento reúne integrantes de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal com o objetivo de fortalecer a articulação regional, trocar experiências e discutir estratégias de prevenção e enfrentamento ao trabalho escravo contemporâneo.
Promovido pela Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo de Mato Grosso do Sul (Coetrae-MS), o encontro foi apresentado como um marco de integração entre os estados da região e reafirma o compromisso dos governos e instituições com a promoção do trabalho digno e a defesa dos direitos humanos.
Na abertura, o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc, Artur Falcette, relacionou o combate ao trabalho escravo ao modelo de desenvolvimento defendido pelo governo estadual. “Temos clareza de que o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul não é incondicional. Ele precisa estar associado a uma série de princípios e garantias que devem ser respeitados. O desenvolvimento não existe apenas para produzir indicadores econômicos ou apresentar números positivos de crescimento. O verdadeiro resultado desse processo é a melhoria da qualidade de vida das pessoas”, afirmou.
Falcette reconheceu o crescimento econômico do estado e disse que avanços em renda, emprego e mobilidade social não podem ocultar problemas sociais persistentes. “Mato Grosso do Sul avançou muito em indicadores de renda, emprego e mobilidade social, mas isso não nos autoriza a fechar os olhos para os desafios. O trabalho escravo é um deles e precisa ser tratado com toda a seriedade que o tema exige. Não estamos falando apenas de estatísticas, mas de vidas humanas”, enfatizou.

O secretário ressaltou ainda que o enfrentamento do crime exige atuação intersetorial. “A Semadesc trabalha para criar um ambiente favorável aos investimentos e à geração de empregos, mas a construção de políticas públicas efetivas depende da atuação conjunta com áreas como assistência social, direitos humanos, saúde e educação. O papel da comissão é justamente fortalecer essa integração para que o Estado atue de forma coordenada e eficaz”, declarou.
Segundo Falcette, o fortalecimento da Coetrae-MS e a elaboração do Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo demonstram o compromisso da atual gestão. “Precisamos ter como objetivo permanente reduzir esse número a zero. Não é uma discussão sobre percentuais. Cada trabalhador resgatado representa uma situação grave que demanda atenção individualizada e resposta firme do poder público”, afirmou.

A secretária de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos, Patrícia Cozzolino, destacou a necessidade de articulação entre áreas do governo para garantir proteção social às vítimas e reforçar ações preventivas.
A coordenadora da Coetrae-MS, Janaína Barbosa, considerou que o encontro amplia o diálogo entre os estados e contribui para a construção de soluções conjuntas para um problema que ultrapassa fronteiras administrativas.
Além de debates sobre políticas públicas, fiscalização e atendimento às vítimas, a programação do evento inclui painéis técnicos, apresentação de experiências bem-sucedidas e discussões sobre os desafios comuns aos estados do Centro-Oeste.
Participam do encontro representantes do Ministério Público do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego, da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), da Organização Internacional do Trabalho (OIT), dos governos estaduais e de entidades da sociedade civil.
Para o governo de Mato Grosso do Sul, fortalecer ações de combate ao trabalho escravo integra uma estratégia mais ampla de desenvolvimento sustentável, baseada na geração de oportunidades, inclusão social e respeito aos direitos humanos.
A meta declarada é garantir que o crescimento econômico do estado se traduza em melhores condições de vida para toda a população.
Com informações da Assessoria de Comunicação Semadesc
(Fotos: Ana Christina/Semadesc)








