Mercado acompanha “Super Quarta”, petróleo e fluxo externo, enquanto investidores avaliam se a moeda americana mantém tendência de baixa no país.

O dólar opera em queda nesta quarta-feira (17/06) e voltou a se aproximar da faixa dos R$ 5, em um dia marcado pela chamada “Super Quarta”, quando Brasil e Estados Unidos anunciam suas decisões de juros. Por volta das 11h30 (de Brasília), a moeda americana recuava 0,48%, cotada a R$ 5,06, enquanto o dólar futuro também registrava baixa. O Ibovespa, por sua vez, seguia em alta.
A movimentação reflete a expectativa do mercado para as decisões do Federal Reserve, nos Estados Unidos, e do Comitê de Política Monetária, no Brasil. Os investidores querem saber se os dois bancos centrais vão manter o tom atual ou abrir espaço para mudanças na política de juros nos próximos meses.
No cenário externo, também pesa a possibilidade de avanço em um acordo entre Estados Unidos e Irã, o que pode reduzir a tensão sobre o petróleo. Caso isso se confirme, o alívio na commodity tende a diminuir pressões sobre a inflação global, embora também reduza parte do apoio que os preços altos do petróleo costumam dar ao real.
Juros e câmbio
Para o câmbio, a principal dúvida é se o diferencial de juros seguirá favorecendo o Brasil. O país ainda oferece retorno mais alto do que outras economias, o que atrai capital estrangeiro, mas uma eventual queda da Selic poderia diminuir essa vantagem.
Nos Estados Unidos, a expectativa dominante é de manutenção dos juros, mas o mercado vai observar com atenção o comunicado do Fed e o tom dado pelo presidente da autoridade monetária. Qualquer sinal mais duro pode fortalecer o dólar no exterior e limitar a queda da moeda frente ao real.
Bolsa e fluxo externo
Além dos juros, o mercado acompanha o fluxo de estrangeiros para a Bolsa brasileira. Após forte entrada de recursos no início do ano, houve redução desse movimento nas últimas semanas, o que enfraquece o suporte ao real e aumenta a busca por proteção cambial.
A leitura entre analistas é que o dólar ainda está em tendência de baixa no acumulado do ano, mas o espaço para novas quedas dependerá da combinação entre juros, petróleo, fluxo externo e risco doméstico. Por isso, a região dos R$ 5 passa a ser observada como um ponto decisivo para o comportamento da moeda.
Com informações do Portal InfoMoney








