Sede da propriedade rural foi destruída pelo fogo. Maquinários, gado e cavalos teriam sido levados por invasores.
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A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) divulgou neste domingo (14/06) uma nota oficial repudiando a invasão da Fazenda São Sebastião, em Sidrolândia, município a 71 quilômetros de Campo Grande, ocorrida na noite de sábado (13/06).
De acordo com a entidade, um grupo de indígenas teria invadido a propriedade e ateado fogo na sede e em outras estruturas do imóvel rural. Segundo a Famasul, toda a infraestrutura da fazenda foi consumida pelas chamas.
Ainda conforme a federação, os invasores também teriam levado maquinários, insumos agrícolas, cavalos e cabeças de gado, causando prejuízos ainda não calculados ao proprietário.
A Famasul classificou o episódio como um ataque ao direito de propriedade e à segurança jurídica do produtor rural sul-mato-grossense, e pediu providências das autoridades competentes para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos.
Sidrolândia é uma das regiões de Mato Grosso do Sul com histórico de tensões fundiárias envolvendo disputas territoriais entre produtores rurais e comunidades indígenas, especialmente do povo Terena. O caso deve aumentar as pressões sobre o governo estadual e federal por respostas na área de segurança pública no campo.

Sobre o caso
De acordo com as informações, a invasão ocorreu no sábado a noite quando foi realizado o Boletim de Ocorrência. Os invasores teriam incendiado a sede e outras instalações da fazenda, além de derrubar árvores para dificultar o acesso das forças policiais à área. A Famasul afirma que a propriedade foi adquirida legalmente pelo dono e que a área está há anos em processo judicial de demarcação. No domingo pela manhã os invasores foram retirados pela Polícia Militar e perícia apura os danos após incêndio e depredação na Fazenda São Sebastião.
Participaram da operação equipes do Comando de Policiamento Metropolitano, do Batalhão de Choque, do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária e do Batalhão Rural.
Os policiais permanecem na região para evitar um possível retorno dos indígenas.
Imagens divulgadas pela polícia mostram casas completamente destruídas pelo fogo, enquanto vídeos e fotos compartilhados por veículos e perfis locais reforçam a dimensão dos danos causados na propriedade. A Famasul sustenta que o episódio gerou prejuízos materiais e psicológicos e cobrou atuação firme da Justiça e das autoridades para identificar e responsabilizar os envolvidos.








