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Campo Grande, 17 de agosto de 2026

Guerra no Oriente Médio  influencia preços na  construção civil 

  • 29 de abril, 2026
  • Economia
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Matérias-primas e energia estão mais caras, e os combustíveis pressionando o preço do frete e da logística.

Efeitos da guerra no Oriente Médio chegam à construção civil, um dos setores mais importantes da economia brasileira. (Foto: Jornal Nacional/ Reprodução).

Os efeitos da guerra no Oriente Médio chegaram a um dos setores mais importantes da economia brasileira. Massa de concreto: mais de 4% de alta em um mês. Tubos de PVC, 5%. Blocos, 1,48%. Cimento, 3%. Vergalhões de aço, quase 1%. Em abril, quase nada no canteiro de obra escapou da inflação.

Efeitos das guerra do Irã chegam á construção civil no Brasil

“Não tenho como estocar o concreto, estocar uma quantidade grande de aço ou de bloco. Então, há a compra constante e não há como guardar esse material para garantir algum preço”, afirma Renato Genioli, vice-presidente do SindusCon – SP.

Um dos principais fatores sentidos no Brasil é a alta do petróleo no mercado internacional. É o que explica o economista Alberto Ajzental, professor de economia da FGV: “Você tem alguns dos materiais de construção civil que têm derivados de petróleo na sua formação, na sua constituição, que é o caso dos tubos de plástico, o PVC, que você usa nas instalações hidráulicas. Então se o petróleo sobe, diretamente esse tipo de material já sobe”, explica.

É o cenário construído pelo conflito no Oriente Médio: matérias-primas e energia mais caras, e os combustíveis pressionando o preço do frete e da logística.  O impacto não demorou a aparecer no índice que mede o custo da construção civil e corrige todos os meses o saldo devedor dos imóveis comprados na planta. Em abril, o INCC-M subiu 1,04% em relação à março. Em 12 meses, a variação do índice passa de 6%.

O que não estava nos planos do casal. Maiara e o noivo acabaram de comprar o apartamento com entrega prevista para 2029, pertinho do casamento. Só que o valor da parcela já vai mudar.

“Traz preocupação. Por mais que a gente tenha se programado e a gente tenha recalculado tudo para conseguir, de fato lidar com essas primeiras parcelas até, de fato, a entrega do apartamento, ainda assim, para a gente é uma preocupação, porque, querendo ou não, essa volatilidade acaba afetando a gente no final das contas”, diz a assistente de atendimento Maiara Aparecida de Brito Pereira.

A dica do economista Alberto Ajzental é deixar espaço para os imprevistos: “Tem banco que aceita 30% de comprometimento de renda. Quando me perguntam, eu falo: não comprometa mais do que 20%. Se você compromete 20% e a inflação da construção vem bem acima do que você recebe ou vai ter de reposição salarial, ela vai aumentando a parcela daquilo que você compromete. Mas você tem uma margem para conseguir chegar lá na frente”.

Com informações do Portal G1 Jornal Nacional

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