Fiscalização usa drones, helicóptero e monitoramento digital em oito regiões até Quarta-feira de Cinzas.

A Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul) deu início às 6h desta sexta-feira (13/02) à Operação Carnaval de Fiscalização do Transporte Rodoviário de Passageiros. A ação prossegue até a Quarta-feira de Cinzas e prioriza o combate ao transporte clandestino, além de checar o cumprimento de normas de segurança por empresas regularizadas.
A estratégia envolve governança de dados e monitoramento em tempo real via sistema Monitora, com suporte de drones e helicóptero da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) e da Polícia Militar. O helicóptero é usado em casos específicos, como rastrear suspeitos em fuga, ampliando o alcance das equipes.
Em Campo Grande, a operação começou na BR-262, em frente ao Porto Seco, no Anel Viário. Segundo Aline Melo, coordenadora da Câmara Técnica de Fiscalização da Agems, a cobertura atinge oito regiões do Estado. “Onde houver rodovia e fiscal, terá presença da Agems”, destacou ela.

As barreiras recebem apoio da Polícia Militar para bloqueios e testes de embriaguez. São fiscalizados desde caminhões até carros de passeio, com ênfase em veículos com passageiros, para verificar vínculo entre condutor e ocupantes. “O transporte clandestino é nosso foco principal no Carnaval, pois é muito comum trazer pessoas de forma irregular”, explicou Aline.
Dar carona ou dividir combustível entre amigos não é irregularidade. O problema surge com cobrança recorrente por transporte sem autorização. “Na conversa, avaliamos se se conhecem, a regularidade do serviço, valores cobrados e como, usando inteligência para confirmar”, detalhou a coordenadora.
Ao detectar irregularidade, o veículo é apreendido e multado em 100 Uferms (mais de R$ 5 mil). A Agems alerta para riscos: “No clandestino, você ignora quem está ao lado – pode haver tráfico de drogas, pessoas, foragidos, contrabando ou descaminho”, enfatizou Aline.

Campo Grande, como capital com alto fluxo de visitantes do interior, lidera os registros de irregularidades. Na Capital, nove PMs participam; em outras áreas, há apoio da Polícia Militar Rodoviária e batalhões locais. O coronel Valdir Acosta, chefe da assessoria militar da Agems, estima 100 a 200 abordagens em duas a três horas, dependendo do tráfego.
Em operações passadas, foram encontrados foragidos, contrabando e drogas, com encaminhamentos a delegacias. “Fazemos apreensões e conduções por desacato, crime ou irregularidade, ajudando a reduzir esse transporte”, disse Acosta.
O maior risco do irregular é a falta de autorização da Agems, vistoria e curso do condutor. “Isso compromete a segurança de passageiros e outros na rodovia”, alertou o coronel.
A recomendação é usar empresas regulamentadas e evitar clandestinos. Para viagens próprias, mantenha documentos e revisões em dia para uma rodovia segura.
Helicóptero da Polícia Militar e Sejusp é utilizado como apoio à fiscalização (Foto: Divulgação/Agems)
Coronel Valdir Acosta, chefe da assessoria militar da Agems (Foto: Marcos Maluf)






