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Campo Grande, 01 de outubro de 2026

Em ano de Copa do Mundo EUA vê dólar despencar

  • 30 de janeiro, 2026
  • Cotação do Dólar, Economia, Internacional
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A poucos meses da Copa do Mundo que será sediada nos Estados Unidos, a economia americana enfrenta um sinal de alerta no mercado financeiro: o dólar atingiu nesta semana o menor patamar dos últimos dois anos.

Questionado sobre a desvalorização acumulada, Trump minimizou: “O dólar está indo muito bem”. O mercado, no entanto, parece discordar.

A moeda norte-americana registrou a maior queda diária desde abril de 2025 e acumula desvalorização significativa frente a outras divisas, em um movimento global de desconfiança dos investidores em relação aos rumos da política econômica dos EUA.

Na terça-feira (27/01), o dólar comercial caiu 1,41% e encerrou o dia a R$ 5,206 no Brasil — o menor valor em cerca de 20 meses.

No cenário internacional, o índice do dólar (DXY), que mede o desempenho da moeda frente a seis pares fortes, recuou 1,3% e chegou ao nível mais baixo desde fevereiro de 2022.

A queda do dólar não ocorre por acaso. Investidores globais têm reagido com cautela às sinalizações da política externa e comercial do presidente Donald Trump, especialmente após novas ameaças tarifárias envolvendo países da União Europeia, Canadá, Coreia do Sul e nações com relações comerciais com o Irã.

Mesmo quando as medidas não se concretizam, o estilo agressivo e instável de negociação aumenta a aversão ao risco.

Além disso, ataques frequentes de Trump ao Federal Reserve, dúvidas sobre a condução da política de juros e rumores de que os EUA poderiam tolerar — ou até estimular — um dólar mais fraco para ganhar competitividade comercial alimentam a pressão sobre a moeda.

Dólar registra queda e pode fechar no nível mais baixo desde novembro

Questionado sobre a desvalorização acumulada, Trump minimizou: “O dólar está indo muito bem”. O mercado, no entanto, parece discordar.

Enquanto o dólar perde força, mercados emergentes aparecem como alternativa para o capital internacional.

O Brasil foi um dos principais beneficiados. Impulsionado pela desaceleração da prévia da inflação (IPCA-15) e pela entrada de recursos estrangeiros, o Ibovespa subiu 1,79% e fechou aos 181.919 pontos, renovando o recorde histórico. Em 12 meses, a Bolsa brasileira acumula alta de cerca de 45%.

Analistas apontam que os fundos globais têm buscado proteção em metais, commodities e economias emergentes, em meio a acordos comerciais firmados fora da órbita dos Estados Unidos — como os recentes entendimentos entre União Europeia, Mercosul e Índia.

A desvalorização do dólar ocorre em um momento simbólico: os Estados Unidos se preparam para receber a Copa do Mundo, evento que tradicionalmente atrai bilhões de dólares em investimentos, turismo e consumo.

Um dólar mais fraco pode até favorecer a entrada de turistas estrangeiros, mas também reflete fragilidades econômicas que preocupam investidores às vésperas de um dos maiores eventos esportivos do planeta.

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