Alívio no IPCA ajuda a conter avanço da moeda norte-americana, enquanto investidores seguem atentos ao payroll dos Estados Unidos, divulgado nesta sexta-feira (09/01).

O dólar hoje abriu as negociações desta sexta-feira (09/01) com alta de 0,16%, a R$ 5,3977. Mas os ganhos perderam fôlego e, em poucos minutos, o câmbio passou a operar próximo da estabilidade. Às 9h30 (de Brasília), a divisa americana registra leve ganho de 0,02%, a R$ 5,3891.
O Dólar por volta das 10h35 (de Brasília) operava em queda de 0,45%, cotado em R$5,365 e a bolsa também em queda de 0,05% registrando 162.853,3 pontos.
Ao longo da última sessão da semana, o mercado de câmbio monitora a divulgação de dados macroeconômicos, como o relatório de empregos dos Estados Unidos, o payroll. A expectativa dos investidores, segundo as Projeções Broadcast, é a criação de 60 mil empregos em dezembro, após abertura de 64 mil postos em novembro.
O relatório payroll será divulgado nesta sexta-feira, às 10h30 (de Brasília), pelo Departamento do Trabalho. A mediana das estimativas aponta que o salário médio por hora deve avançar 0,3% na taxa mensal e mostrar alta de 3,6% na comparação anual. Em novembro, os aumentos foram de 0,14% e 3,5%, respectivamente. A taxa de desemprego deve cair de 4,6% para 4,5%.
No Brasil a atenção fica direcionada nos resultados do Índice de Preços ao consumidor Amplo (IPCA) de dezembro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação brasileira teve alta de 0,33%, 0,15 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de 0,18% registrada em novembro. Em dezembro de 2024, a variação havia sido de 0,52%. O IPCA fechou o ano de 2025 com alta acumulada de 4,26%.
Mesmo com a inflação acumulada do ano abaixo do teto da meta, de 4,50%, o resultado não deve alterar a expectativa de manutenção da Selic em 15% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) deste mês. Isso porque a inflação de janeiro costuma acelerar, o mercado de trabalho segue aquecido e o Banco Central tem adotado um tom cauteloso ao sinalizar quando o juro básico começará a cair. Por ora, a maioria das projeções aponta para um primeiro corte em março.
Com informações do Portal do Estadão








