OAB vai à Justiça contra artifícios utilizados pela prefeita para promover sangria no bolso dos contribuintes.

Uma verdadeira e surpreendente sangria praticada pela Prefeitura de Campo Grande no bolso dos contribuintes. Assim pode ser definida a tabela de reajustes adotada no final de 2026 pela prefeita Adriane Lopes (PP) para a cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
Anunciado oficialmente como um “presente” que pesaria apenas 5,32% nos orçamentos domésticos, o reajuste está apresentando majorações de até 180%, conforme as denúncias.
A população revoltada, vem protestando com veemência e levou instituições públicas e civis a levantarem a sua voz contra o abuso. Até o vereador Epaminondas Papy (PSDB), presidente da Câmara Municipal e líder da base de sustentação política da prefeita, condenou a medida.
Ele enviou um ofício à prefeitura pedindo explicações e criticou: “A Câmara não foi consultada, tampouco convidada a opinar sobre as mudanças, que consideramos grave diante do impacto na vida do campo-grandense”.

OAB na fita
O vereador Gabriel Tavares (PL) disse ter a intenção de criar uma comissão ou até propor uma CPI para questionar o que classifica como um reajuste criminoso.
Por sua vez, a seccional da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil) tomou a atitude drástica: decidiu ingressar com as medidas jurídicas para combater judicialmente os aumentos. Segundo a entidade, o reajuste foi desproporcional e realizado sem a adoção de critérios técnicos claros, o que resultou, em muitos casos, em elevações exorbitantes do valor do imposto.
A adoção dos cálculos abusivos estaria relacionada a alterações na Planta Genérica de Valores (PGV), feitas por meio de decreto. A PGV é um instrumento técnico utilizado pela prefeitura para definir o valor dos imóveis da cidade para fins de tributação.
A PGV funciona como uma tabela de referência que atribui valores ao metro quadrado dos terrenos e das construções, com base em critérios como localização, padrão do imóvel, infraestrutura do bairro e uso do solo.

Na praia descansando
Enquanto os contribuintes sangram suor, paciência e as economias para abastecer os cofres de uma prefeitura que não repõe estas verbas em forma de obras e serviços de qualidade, Adriane e o marido, o deputado estadual Lídio Lopes, estão aproveitando o sol, a areia e o mar do litoral catarinense, em uma praia de Governador Celso Ramos. Trata-se de uma península entre Florianópolis e o Balneário Camboriú, com 58 praias de águas claras e cenários preservados.






