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Campo Grande, 03 de outubro de 2026

Abusivo: IPTU é mais um desmando “estilo Adriane Lopes”

  • Geraldo Silva
  • 5 de janeiro, 2026
  • Economia, Politica, Transparência
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OAB vai à Justiça contra artifícios utilizados pela prefeita para promover sangria no bolso dos contribuintes.

Os contribuintes e o IPTU de Adriane: mais pancadas no lombo e desfalque nas contas. (Foto: Redes Sociais).

Uma verdadeira e surpreendente sangria praticada pela Prefeitura de Campo Grande no bolso dos contribuintes. Assim pode ser definida a tabela de reajustes adotada no final de 2026 pela prefeita Adriane Lopes (PP) para a cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

Anunciado oficialmente como um “presente” que pesaria apenas 5,32% nos orçamentos domésticos, o reajuste está apresentando majorações de até 180%, conforme as denúncias.

A população revoltada, vem protestando com veemência e levou instituições públicas e civis a levantarem a sua voz contra o abuso. Até o vereador Epaminondas Papy (PSDB), presidente da Câmara Municipal e líder da base de sustentação política da prefeita, condenou a medida.

Ele enviou um ofício à prefeitura pedindo explicações e criticou: “A Câmara não foi consultada, tampouco convidada a opinar sobre as mudanças, que consideramos grave diante do impacto na vida do campo-grandense”.

OAB/MS decidiu ingressar com as medidas jurídicas para combater judicialmente os aumentos do IPTU na Capital. Segundo a entidade, o reajuste foi desproporcional e realizado sem a adoção de critérios técnicos claros, o que resultou, em muitos casos, em elevações exorbitantes do valor do imposto.

OAB na fita

O vereador Gabriel Tavares (PL) disse ter a intenção de criar uma comissão ou até propor uma CPI para questionar o que classifica como um reajuste criminoso.

Por sua vez, a seccional da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil) tomou a atitude drástica: decidiu ingressar com as medidas jurídicas para combater judicialmente os aumentos. Segundo a entidade, o reajuste foi desproporcional e realizado sem a adoção de critérios técnicos claros, o que resultou, em muitos casos, em elevações exorbitantes do valor do imposto.

A adoção dos cálculos abusivos estaria relacionada a alterações na Planta Genérica de Valores (PGV), feitas por meio de decreto. A PGV é um instrumento técnico utilizado pela prefeitura para definir o valor dos imóveis da cidade para fins de tributação.

A PGV funciona como uma tabela de referência que atribui valores ao metro quadrado dos terrenos e das construções, com base em critérios como localização, padrão do imóvel, infraestrutura do bairro e uso do solo.

Governador Celso Ramos: casal Lídio e Adriane escolhe praia paradisíaca para tomar um sol. (Foto: Redes Sociais).

Na praia descansando

Enquanto os contribuintes sangram suor, paciência e as economias para abastecer os cofres de uma prefeitura que não repõe estas verbas em forma de obras e serviços de qualidade, Adriane e o marido, o deputado estadual Lídio Lopes, estão aproveitando o sol, a areia e o mar do litoral catarinense, em uma praia de Governador Celso Ramos. Trata-se de uma península entre Florianópolis e o Balneário Camboriú, com 58 praias de águas claras e cenários preservados.

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