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Campo Grande, 18 de agosto de 2026

MP aponta desvio superior a R$ 110 milhões na iluminação pública da Capital

  • 22 de dezembro, 2025
  • Economia, Polícia, Transparência
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Operação Apagar das Luzes investiga organização criminosa, superfaturamento e fraudes em contratos com três empreiteiras que atendem Campo Grande .

Estimativa de  prejuízo superior a R$110 milhões de reais: As investigações indicam que agentes públicos e empresas privadas montaram um esquema de superfaturamento, direcionamento de licitações e possível uso de empresas de fachada para desviar recursos pagos pela população na conta de luz.

As fraudes em contratos de manutenção da iluminação pública de Campo Grande podem causar prejuízo superior a R$ 110 milhões aos cofres municipais, segundo cálculo do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), com base em desvios de recursos da Cosip (Contribuição para Serviços de Iluminação Pública).

A estimativa amplia o valor já identificado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que fala em superfaturamento acima de R$ 62 milhões em contratos firmados a partir de 2024.​

A Operação Apagar das Luzes foi deflagrada na sexta-feira (19/12) pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc/MPMS), com apoio do Gaeco de Santa Catarina, para apurar crimes de organização criminosa, fraude à licitação e peculato em contratos de iluminação pública custeados pela Cosip.

Ao todo, 14 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Campo Grande e em Balneário Piçarras (SC), incluindo a sede da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) e escritórios das empresas contratadas, com apreensão de documentos e equipamentos eletrônicos.​

As investigações indicam que agentes públicos e empresas privadas montaram um esquema de superfaturamento, direcionamento de licitações e possível uso de empresas de fachada para desviar recursos pagos pela população na conta de luz.

Segundo o MP, os contratos investigados permanecem em vigor, foram firmados em 2024 e passaram por aditivos que elevaram os valores pagos pela prefeitura para manutenção, implantação e ampliação da rede de iluminação.​

Três construtoras são alvos centrais da operação: Construtora JLC Ltda., Construtora B&C Ltda. e M.R Construtora Ltda., responsáveis por todos os sete lotes da licitação de manutenção da iluminação pública de Campo Grande, adjudicada em maio de 2024.

A divisão dos serviços ficou assim: JLC venceu os lotes I, II e III; B&C arrematou os lotes IV, V e VII; e a M.R Construtora ficou com o lote VI, cobrindo todas as regiões administrativas do município.​

Nos termos da licitação, a Construtora JLC assumiu a manutenção da iluminação nas regiões do Anhanduizinho (lote I), Bandeira (lote II) e Centro (lote III), com propostas abaixo dos valores máximos previstos em edital, mas que agora são alvo de apuração por suspeita de superfaturamento na execução contratual.

Já a Construtora B&C responde pelos serviços nos bairros do Imbirussú (lote IV), Lagoa (lote V) e Segredo (lote VII), além de contratos paralelos para instalação de luminárias em avenidas e parques da Capital que somam dezenas de milhões de reais.

A M.R Construtora, por sua vez, é a responsável pelo lote VI, na região do Prosa, igualmente sob investigação do MP por supostas irregularidades na manutenção da rede.​

De acordo com o MPMS, os promotores analisam contratos, aditivos, medições de serviços e fluxos financeiros para identificar o caminho do dinheiro e o papel de cada investigado no esquema.

Até o momento, os órgãos de controle não divulgaram nomes dos servidores e empresários formalmente acusados, e os contratos seguem em vigor até eventual decisão judicial ou administrativa que determine suspensão ou rescisão.​

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