Categoria cobra repasse da prefeitura ao Consórcio Guaicurus e decide em assembleia nesta quinta (11/12), se paralisa na sexta-feira.

Motoristas do transporte coletivo urbano de Campo Grande podem cruzar os braços a partir da tarde desta sexta-feira (12/12), caso não haja acordo para o pagamento de salários, adiantamento e segunda parcela do 13º.
A categoria afirma que o Consórcio Guaicurus comunicou ao sindicato que não tem recursos para quitar a folha porque a prefeitura não teria feito os repasses necessários, o que deixou os trabalhadores sem perspectiva de receber antes das festas de fim de ano.
Segundo o STTCU (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande), o consórcio protocolou novo ofício declarando impossibilidade de pagar o salário do mês, o adiantamento e a segunda parcela do 13º, cujo prazo legal termina em 20 de dezembro.
Nos terminais, motoristas relatam que já receberam avisos internos sobre a possibilidade de paralisação total do serviço e dizem que a situação é insustentável diante de contas e compromissos familiares.
A categoria alega que a inadimplência se agrava justamente no período de maior pressão financeira, com despesas típicas de fim de ano, e critica a falta de previsibilidade dos pagamentos.
Trabalhadores ouvidos pelo sindicato afirmam que, sem garantia de que os valores serão depositados, a tendência é aprovar a greve. “Ninguém consegue trabalhar tranquilo sem saber se vai ter salário e 13º na conta”, resumem representantes do grupo.
Para definir os próximos passos, o STTCU convocou Assembleia Geral para esta quinta-feira (11/12), às 4h30 da manhã, simultaneamente nas garagens Cidade Morena e Campo Grande. Na reunião, os motoristas e demais empregados vão deliberar se decretam greve a partir da tarde de sexta-feira ou se mantêm a operação enquanto aguardam uma solução entre prefeitura e consórcio.
O sindicato ressalta que a decisão caberá exclusivamente aos trabalhadores presentes na assembleia, enquanto a entidade responde pela formalização jurídica de eventual movimento paredista. Se a paralisação for aprovada e os pagamentos não forem regularizados até sexta, Campo Grande corre o risco de amanhecer sem ônibus nas ruas, afetando milhares de passageiros que dependem do transporte coletivo para trabalhar, estudar e acessar serviços essenciais.






