Vereadora afirma que prefeita não dialogou com manifestantes e preferiu dar demonstração de força e poder

A vereadora Luiza Ribeiro (PT) disse que as agressões praticadas no dia 29 de novembro pela Guarda Civil Municipal (GCM) contra um grupo de pessoas que protestava contra a gestão de Adriane Lopes (PP), tinha autorização da própria prefeita. Segundo observou Luiza, a GCM tem um comandante hierárquico – o secretário municipal de Segurança, Anderson Gonzaga – que, por sua vez, é subordinado às determinações e ordens da autoridade máxima, que é a prefeita.
Pela observação de Luiza, infere-se que a Guarda Municipal só faz o que é determinado pelo secretário e este cumpre procedimentos que são estabelecidos pela prefeita. “Mães atípicas, servidores públicos, idosos, pessoas comuns foram às ruas com faixas e cartazes para um protesto pacífico contra o caos na gestão da Prefeitura. E o que fez a prefeita? Dialogou com os manifestantes? Ouviu as reclamações? Tratou de dar esperança e indicar soluções para os problemas? Não!”, questiona.
Ao reiterar a convicção de que Adriane Lopes autorizou a Guarda Municipal a investir contra os manifestantes, Luiza Ribeiro destacou que até uma das integrantes da Comissão das Mães Atípicas foi brutalmente agredida porque gravava, em seu celular, toda as cenas de violência: “É inaceitável!”. Para ela, o comportamento dos guardas que agiram com violência desproporcional só confirma o estado caótico da gestão.
FALÁCIA
Luiza Ribeiro assinala que o argumento de escassez de recursos tornou-se uma falácia para a prefeita esconder sua inaptidão. “Não é uma questão de ajuste fiscal, porque a arrecadação de impostos próprios (ISS, IPTU e ITBI) cresceu neste ano. Também melhorou o recebimento dos valores das transferências obrigatórias do Governo Federal e do Governo Estadual. Campo Grande recebeu muito dinheiro de programas e projetos da União e do governo do Estado”, comentou.
A administração de Adriane Lopes está em penúltimo lugar entre as capitais brasileiras no critério de qualidade da gestão fiscal, segundo o índice Firjan/2025. “Só perdemos para Cuiabá (MT). Os meses do ano passaram e tudo só piorou. Nem é preciso listar urgências desatendidas pela Prefeitura e as barbaridades com o dinheiro público, em uma cidade que passou 2025 inteirinho com as suas ruas totalmente esburacadas, trazendo perigo a quem trafega”, disparou.








