Consórcio Guaicurus admite atraso financeiro, sindicato alerta e denúncias apontam que greve no dia 22/10 pode ser forjada. Sindicato promete paralisar segunda-feira , caso os funcionários não recebam até lá.

Nesta sexta-feira (24/11), os motoristas da empresa de transporte coletivo da capital relatam que ainda não receberam o adiantamento salarial (vale) referente ao mês de outubro — pagamento que estava previsto para segunda-feira (20) e que acumula quatro dias de atraso.
Posicionamento do Consórcio
O Consórcio Guaicurus divulgou nota reconhecendo o atraso de dois dias no pagamento do adiantamento salarial, atribuindo o problema a uma “crise financeira” e à defasagem da tarifa técnica do transporte coletivo em Campo Grande.
Até o momento, porém, não há previsão pública de quitação integral do adiantamento ou cronograma de regularização.
Posição do Sindicato
O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande (STTCU), por meio de seu presidente Demétrio Freitas, afirma que vem sofrendo pressão da categoria, que esperava o pagamento na data prevista (20/10). “Foi por isso que a gente fez esse protesto. Agora, a gente está chamando uma assembleia para fazer a greve… O trabalhador que vai decidir se vai parar ou não.” — declarava.
O sindicato marca para segunda-feira (27/10) uma assembleia da categoria para deliberar sobre uma paralisação total caso o pagamento não seja regularizado.

Denúncias de “greve fake”
Ex-funcionários e motoristas da empresa denunciam que a paralisação ocorrida na manhã de quarta-feira (22/10) teria sido “forjada” pelos empresários, em conluio com sindicatos ou agentes públicos, como forma de pressionar por repasse ou reajuste tarifário.
“Aqui a gente chega pra trabalhar normalmente e é avisado pelos chefes … que é pra segurar os carros. Se isso não é armação, eu não sei o que é.”
Paralisação pode retornar segunda-feira (27/10) se funcionários não receberem
A paralisação de mais de 152 mil usuários ocorreu após atraso de 48 h no vale — mas o sindicato sustenta que foi um protesto legítimo motivado pelo atraso. A categoria mantém a paralisação condicionada ao pagamento do adiantamento até segunda-feira (27/10). A empresa reconhece o atraso, mas não divulga cronograma de pagamento.
O sindicato convoca os trabalhadores para assembleia deliberativa na segunda-feira. As denúncias de “greve forjada” adicionam uma dimensão de conflito sobre a legitimidade das paralisações e a relação entre empresa, sindicato e poder público.






