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Campo Grande, 13 de outubro de 2026

Prefeita e vice tem salvo-conduto para manter o caos na cidade

  • Geraldo Silva
  • 8 de outubro, 2025
  • Politica
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Adriane e Camilla continuam nos cargos, livres e à vontade para fazer a grande obra do desgoverno maltratando a cidade e com liberdade, mesmo com indícios de compra de votos reconhecidos por juízes.

Ministério Público Eleitoral pede a cassação do mandato de Adriane Lopes - Política - VoxMS

Tudo parece indicar que a prefeita Adriane Lopes (PP) tem cargas extras de sorte e uma blindagem poderosíssima. Mesmo à frente de uma gestão desastrosa no primeiro mandato, em 2024 ela obteve a miraculosa benção das urnas no segundo turno e foi reeleita.

Depois da eleição, ela e a sua vice, Camila Nascimento, foram denunciadas por compra de votos e com os juízes reconhecendo as evidências da fraude corriam o risco de perderem o mandato.

No entanto, elas vem atravessando incólumes seguidas etapas de julgamento, conseguindo, em todas, o livramento de seus mandatos. A mais recente aconteceu esta semana: o desembargador Carlos Eduardo Contar, presidente do TRE, negou mais um recurso do PDT e DC que tentavam derrubar as decisões favoráveis à dupla. O magistrado negou o pedido do MPE e dos dois partidos, para submeter os recursos especiais ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Não se pode, sem estar escorado em fatos e provas, desqualificar a legitimidade e a higidez das decisões do TRE, ainda que juízes da Corte tenham reconhecido a existência dos indícios de compra de votos. Mas não há como deixar de estranhar a capacidade de sobrevida que sustenta o fôlego de Adriane Lopes no poder.

MPE vê compra de votos em 2024 e pede a cassação de Adriane Lopes e da vice Camilla - O Jacaré

A prefeita já desafiou todos os órgãos de controle, de fiscalização e de julgamento, inclusos os tribunais de Contas e de Justiça. Um deles, o de Contas, impôs a assinatura de um Termo de Ajuste de Gestão, pelo qual se comprometeu a não inchar mais a folha de pagamentos com os supersalários e a chamada “folha secreta”, um dos drenos dos cofres da municipalidade. O compromisso, segundo vereadores oposicionistas, não foi cumprido.

O Judiciário foi desaforado por Adriane, que primeiro ignorou e em seguida, fazendo “corpo mole”, retardou a obediência à determinação do TJ para pagar direitos trabalhistas, como o adicional de insalubridade, que vinham sendo sonegados a categorias do funcionalismo. Até mesmo o MPE foi desacatado pela prefeita, que não atendeu como deveria – e deu as costas – aos pedidos de informações sobre a aplicação de verbas milionárias do orçamento da Saúde, que segundo o Conselho Municipal teriam sido aplicadas em outras finalidades.

A estes casos recorrentes de pouco caso com a transparência e desprezo pelas obrigações assumidas ante as instituições de controle e fiscalização, soma-se o cenário de caos nos serviços públicos, sobretudo os essenciais, como a saúde. Para os campo-grandenses, a pior doença da cidade hoje.

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