Wagner de Souza Pereira, liderança comunitária e assessor do presidente da Câmara, morre após motocicleta ser atingida por caminhonete que avançou o sinal.

Logo após sair do plenário da Câmara de Vereadores, Wagner de Souza Pereira, de 62 anos — dedicado assessor parlamentar do presidente Epaminondas Vicente Silva Neto (Papy, PSDB) — sofreu um acidente fatal no cruzamento das ruas Bahia com 15 de Novembro, no Centro de Campo Grande. Ele pilotava sua motocicleta Honda Bros vermelha quando foi atingido violentamente por uma caminhonete Hilux que teria avançado o sinal vermelho, conforme apontam imagens das câmeras de segurança e relatos de testemunhas

Testemunhas contaram que Wagner foi arremessado com o impacto e chegou a conversar com um policial civil que passava no local, antes de perder os sentidos. Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros permaneceram por cerca de uma hora tentando reanimá-lo, mas ele não resistiu. Após a batida, sua moto caiu debaixo de outro veículo estacionado, intensificando a cena de tragédia.
Equipes do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar isolaram a região e o Instituto de Perícia foi acionado. O motorista da caminhonete, também idoso, permaneceu no local, visivelmente abalado, e foi encaminhado à delegacia para prestar depoimento.

O trânsito foi parcialmente bloqueado: na Rua Bahia, a faixa da esquerda no sentido Avenida Afonso Pena foi sinalizada; na Rua 15 de Novembro, foi interditado o trecho entre as ruas Joaquim Távora e Sete de Setembro.
A notícia da morte deixou o Legislativo municipal em profunda comoção. A sessão foi interrompida e os vereadores reservaram um minuto de silêncio em sua homenagem. Papy, visivelmente emocionado, relatou a perda como “irreparável”, ressaltando o caráter e a dedicação de Wagner, figura respeitada tanto dentro como fora da Câmara.
Também foi recordado que Wagner não só era assessor desde 2022, mas integrava a equipe parlamentar desde 2018 e era uma liderança comunitária que atuou como presidente de bairro no Jardim Itamaracá.
O filho da vítima esteve no local pouco depois da confirmação da morte. Visivelmente abalado, ele se recusou a falar com a imprensa e foi amparado por amigos, que o conduziram até uma esquina próxima para afastá-lo da cena. O corpo foi encaminhado ao IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) para os exames oficiais.
A Câmara Municipal de Campo Grande divulgou nota de pesar, manifestando pesar pelos familiares e amigos e reforçando o sentimento de perda de um servidor exemplar e querido.






