Anúncio de novas tarifas dos EUA sobre Brasil e Canadá eleva aversão ao risco e pressiona ativos financeiros.

Dólar opera em alta, com cautela global sobre tarifas de Trump
O dólar comercial operava em alta de 0,50%, a R$ 5,57, por volta das 10h23 (horário Brasília) desta sexta-feira.
O sentimento de cautela seguia nos mercados, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas de 35% contra o Canadá na noite de quinta-feira. Ainda nesta semana, o republicano ameaçou o Brasil com taxa de 50% — o que trouxe pressão adicional para os ativos brasileiros —, além de outras alíquotas para Japão, Coreia do Sul e África do Sul.
A moeda americana já acumula alta de 2,51% somente nos primeiros dias de julho. O índice DXY, que mede a força do moeda contra uma cesta de divisas consideradas fortes, subia 0,11%, a 97,76 pontos.
O dólar subia com mais força contra moedas emergentes, com avanço de 0,62% frente o peso mexicano; 0,46% frente o peso chileno; e 1,03% ante o rand sul-africano.
Ibovespa cede, com pressão de tarifas; Vale e Petrobras limitam perdas
O Ibovespa operava em queda de 0,52%, a 136.028 pontos, às 10h25 desta sexta-feira. O mau humor seguia imperando nos mercados, após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar tarifa de 35% contra o Canadá na noite de ontem.
Além disso, os investidores repercutiam a decisão do republicano de impor taxa de 50% contra todos os produtos brasileiros.
A Embraer (EMBR3) recuava 2%, a R$ 73,81, estendendo as perdas da véspera, quando chegou a cair mais de 8% diante da perspectiva de que pode ser uma das empresas mais afetadas pela tarifa.
Em contraponto, a Vale e a Petrobras — empresas de maior peso no Ibovespa — operavam em alta e limitavam as perdas do índice.
Vale (VALE3): +0,43%, a R$ 55,52;
Petrobras ON (PETR3): +1,39%, a R$ 35,82 e
Petrobras PN (PETR4): +1,21%, a R$ 32,63.
Bolsa de NY operam em queda, de olho em tarifas
As Bolsas de Nova York operavam em queda nesta sexta-feira, com o presidente Donald Trump intensificando sua ofensiva comercial, e elevando as preocupações com os possíveis impactos inflacionários dos aumentos de tarifas.
Trump ameaçou impor uma tarifa de 35% sobre alguns produtos canadenses e mencionou a possibilidade de aumentar as taxas sobre a maioria dos outros países, acentuando sua retórica comercial.
Às 11h30 (horário Brasilia), o Dow Jones cedia 0,53%, a 44.411 pontos, o S&P 500 caía 0,29%, a 6.262 pontos, e o Nasdaq recuava 0,03%, a 20.624 pontos.
O mercado de ações está em baixa devido à postura mais agressiva do presidente Trump em relação às tarifas — disse Matt Maley, da Miller Tabak.
Com as ações em alta e muito caras, o mercado está se preparando para algum tipo de recuo.
Juros futuros sobem, após novas ameaças tarifárias de Trump
Os juros futuros operavam em alta ao longo de todos os vértices na manhã desta sexta-feira.
As taxas refletiam o comportamento dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries), que subiam diante da notícia de que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifas de 35% contra o Canadá. Somente nesta semana, o líder americano já havia anunciado taxas para importantes parceiros comerciais, como o Japão, além de 50% de alíquota contra o Brasil.
Às 10h49 (horário Brasília):
A taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 subia a 14,945% (ante 14,935% no fechamento de quinta-feira);
Para janeiro de 2027, a taxa ia a 14,355% (ante fechamento de 14,305%);
Para janeiro de 2029, a taxa ganhava a 13,545% (ante fechamento de 13,45%);
Para janeiro de 2030, o DI avançava a 13,615% (ante fechamento de 13,525%);
E, para janeiro de 2031, o DI operava em alta, a 13,69% (ante fechamento de 13,61%).
Com informações do Portal Globo Economia






