Levantamento considera o volume transportado pelos terminais portuários de Corumbá e Porto Murtinho.

Apesar das condições instáveis de navegabilidade que em algumas épocas impedem o movimento das grandes embarcações, o Rio Paraguai é um dos meios potenciais de escoamento na sustentação da economia de Mato Grosso do Sul. É o que ficou demonstrado em um levantamento da Assessoria Especial de Economia e Estatística da Semadesc (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
Segundo o relatório, de janeiro a junto deste ano as exportações pelos portos de Corumbá e Porto Murtinho somaram US$ 330,9 milhões, com volume total de 4,5 milhões de toneladas. O resultado ainda não é conclusivo, mas já supera o movimento registrado ao longo dos 12 meses de 2025.

O secretário Jaime Verruck, da Semadesc, exulta e diz que os dados reforçam a importância da Hidrovia do Paraguai como modal logístico para escoar produtos como minério de ferro, ferro-gusa e soja.
“A logística fluvial acentua o papel estratégico dos dois portos sul-mato-grossenses”, destaca Verruck. O terminal de Corumbá respondeu por US$ 197,6 milhões em exportações no período, com destaque para o minério de ferro e os concentrados, que geraram negócios de US$ 182,8 milhões, equivalente a 3,82 milhões de toneladas. O volume é quase o dobro do total registrado em 2024, quando foram exportadas 2,09 milhões de toneladas de minério.
Também foram embarcados ferro-gusa (50,5 mil toneladas, US$ 19,6 milhões), outros minérios de metais de base (125 mil toneladas, US$ 19 milhões) e celulose (18,4 mil toneladas, US$ 10,6 milhões). Ainda no semestre o Porto de Porto Murtinho movimentou US$ 133,5 milhões. A soja em grão respondeu pelo total destas exportações, com embarque de 370,1 mil toneladas. O volume é três vezes maior que o registrado no mesmo período (122,7 mil toneladas) e superior ao total exportado ao longo de todo o ano passado.






