A quadrilha usava caminhoneiros e policial penal no tráfico interestadual de drogas. Foram cumpridos 37 prisões e 30 mandados de busca evidenciam esquema sofisticado.

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), deflagrou nesta quarta-feira (09/07) a Operação Blindspot, com o objetivo de desarticular uma quadrilha que cooptava caminhoneiros para transportar entorpecentes escondidos em rotas que ligam MS, SP e MG.
A ação resultou no cumprimento de 67 mandados judiciais — sendo 37 de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão — em 11 cidades, incluindo Campo Grande, Corumbá, Dourados e Ladário (MS); Caiuá, Campinas, Mairinque, Mirandópolis, São José do Rio Preto e capital (SP); além de Uberaba (MG).
Um dos detidos em Campo Grande (MS), é um policial penal, apontado como parte da organização criminosa dedicada ao tráfico interestadual de cocaína, pasta-base, skunk e haxixe marroquino.

Modo de operação e apreensões anteriores
As investigações apontam que o grupo utilizava uma logística ardilosa, ocultando drogas em estepes, mochilas, caixas junto a cargas lícitas e cilindros de oxigênio adulterados, a fim de escapar da fiscalização.
Em setembro de 2024, o Gaeco interceptou uma carga com 424,31 kg de drogas, divididas em:
146,8 kg de cocaína
267,9 kg de pasta-base
7,5 kg de haxixe marroquino
2,2 kg de skunk
O uso de “pontos cegos” (“blindspots”) foi o mote para nomear a operação — referência às brechas da fiscalização exploradas pelo esquema.
Apoio policial e próximos passos
A Polícia Militar de MS, através do Batalhão de Choque (Bope) e do Batalhão de Operações Especiais, apoiou as ações nas ruas, garantindo o cumprimento dos mandados.
Com as prisões efetuadas, o Gaeco e o MPMS seguirão investigando a estrutura financeira da organização, os meandros das operações e potenciais outros envolvidos.






