Lourival da Cruz Neto, conhecido como “Bola”, era procurado desde a noite de ontem após a morte de Joseane Oliveira Nunes, de 33 anos, em Campo Grande (MS).

Lourival da Cruz Neto, conhecido como “Bola”, foi preso na manhã desta quinta-feira (20/08) em Jaraguari, a 47 quilômetros de Campo Grande. Ele é suspeito de matar a companheira, Joseane Oliveira Nunes, de 33 anos, com golpes de foice na cabeça dentro da residência onde o casal morava, na noite de ontem, quarta-feira (19/08), na Capital.
A prisão ocorreu no Posto Campeão, localizado a cerca de três quilômetros da entrada de Jaraguari. O suspeito era procurado pelas forças de segurança desde o crime e deverá ser encaminhado à Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), em Campo Grande, onde ficará à disposição da Justiça.

Informação sobre familiares levou polícia a Jaraguari
As diligências começaram ainda durante a madrugada. Equipes do 9º Batalhão da Polícia Militar levantaram que Lourival realizava diárias na Ceasa (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.
Policiais foram até um dos boxes do entreposto e, durante conversas com trabalhadores, receberam a informação de que o suspeito tinha familiares em Jaraguari. O dado foi repassado às equipes do município. A Polícia Militar e a Polícia Civil de Jaraguari iniciaram buscas pela cidade. Lourival foi localizado por investigadores da Polícia Civil no posto de combustíveis e preso.

Vítima foi morta dentro de casa
Joseane foi encontrada com ferimentos graves na cabeça provocados por golpes de foice. O crime ocorreu em uma casa na Rua Luiz Hilário Campos Leite, no Bairro Cristo Redentor, em Campo Grande.
Após o ataque, segundo testemunhas, Lourival teria deixado o local em uma bicicleta azul. Um celular Xiaomi preto foi encontrado em frente ao imóvel e, conforme os relatos iniciais, teria caído durante a fuga. O caso é investigado como feminicídio. Joseane deixa três filhas, com idades entre 11 e 17 anos.
Medida protetiva havia sido revogada
A vítima havia registrado ocorrência por violência doméstica e solicitado medida protetiva contra Lourival em 11 de julho. Três dias antes do assassinato, em 16 de agosto, Joseane manifestou interesse em retirar a proteção judicial.
Até a manhã desta quinta-feira, não havia divulgação oficial sobre uma motivação específica para o crime. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do ataque, o contexto do relacionamento e se houve discussão antes do feminicídio.
Suspeito tem antecedente por tentativa de homicídio
Lourival também responde a processo por tentativa de homicídio qualificado, referente a um caso ocorrido em julho de 2025. Conforme denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, ele teria atacado um homem com arma branca após uma discussão motivada por aposta em uma partida de sinuca, no Bairro Mata do Segredo, em Campo Grande.
Segundo a acusação, após o desentendimento, o suspeito teria invadido a casa da vítima e aguardado escondido até a chegada do homem, quando teria cometido o ataque. O antecedente não tem relação direta comprovada com a morte de Joseane, mas integra o histórico criminal atribuído ao investigado.






