Mercado reage a rumores sobre aumento de gastos sociais, apesar de negativas oficiais.

Nesta sexta-feira (16/05), por volta das 12h (horário de Brasília) o dólar comercial registrou alta de 0,37%, sendo cotado a R$ 5,70. A valorização ocorre mesmo após o governo federal negar rumores sobre um possível reajuste de 16,7% no valor do Bolsa Família, que elevaria o benefício para R$ 700.
Na quinta-feira (15/05), a moeda norte-americana já havia subido 0,83%, fechando a R$ 5,678. A alta foi intensificada por especulações de que o governo estaria planejando um pacote de benefícios sociais para melhorar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além do aumento do Bolsa Família, o pacote incluiria crédito para motociclistas, moradia precária e vale-gás.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, veio a público desmentir o suposto pacote e afirmou que não há nenhum estudo para aumentar o Bolsa Família. Ele ressaltou que as únicas medidas em estudo são pontuais e visam o cumprimento da meta fiscal deste ano, que é de déficit zero.
O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, também negou que haja previsão de reajuste do Bolsa Família para R$ 700. Ele afirmou que não há decisão nem estudos sobre o aumento do benefício.
Apesar das negativas oficiais, o mercado financeiro continua atento às sinalizações do governo sobre políticas fiscais e sociais. A possibilidade de aumento de gastos públicos preocupa investidores, que temem o impacto nas contas públicas e na inflação.
O governo federal reiterou que o valor do Bolsa Família varia conforme a situação de cada família atendida pelo programa e que não há previsão de reajuste para R$ 700.
No mesmo horário que o dólar marcava cotação de R$5,70, o Euro subia 0,2% cotado a R$6,365 e a Bovespa em queda de 0,86% marcando 138.134,66 pontos.






