Relatório enviado ao STF pela Polícia Federal incrimina advogado que trabalhou com presidente do TJ.

No relatório sobre a venda de sentenças em Mato Grosso do Sul, que foi encaminha pela Polícia Federal (PF) ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), há fortes indícios que dão sustentação à denúncia contra sete desembargadores do Tribunal de Justiça e advogados.

Segundo o portal “O Jacaré”, o grupo é acusado de corrupção e venda de sentença, entre outros crimes. Um deles é atribuído ao advogado Félix Jayme Nunes da Cunha, renomado profissional do Direito.
Cunha foi sócio no escritório de advocacia do desembargador e ex-presidente do Tribunal de Justiça, Sérgio Fernandes Martins. Ele deixou a sociedade, mas obteve um empréstimo de R$ 6 milhões de outro ex-sócio, o advogado André Puccinelli Júnior, filho do ex-governador André Puccinelli. E quem forneceu esses dados à PF foi o próprio Sérgio Martins, quando estava sendo interrogado.
Sérgio Martins contou que logo depois de pedir demissão do cargo de procurador-geral do Município, ele se juntou a Cunha e Puccinelli Jr em uma sociedade no escritório de advocacia destes dois últimos, entre 2003 e 2006. Nunes da Cunha é citado pela PF em várias negociações de sentença entre advogados e desembargadores. Alvo da Operação Lama Asfáltica, quando a PF rastreou desvios de dinheiro na gestão do governador André Puccinellli, e nas operações de combate à corrupção no Tribunal de Contas (TCE).
A PF, conforme “O Jacaré”, questionou a quebra de confiança entre os sócios. Isto porque em 2015, Puccinelli Júnior emprestou R$ 6 milhões a Cunha sem exigir garantias. A quebra do sigilo bancário na Operação Lama Asfáltica mostrou o repasse do filho do ex-governador para o advogado no valor de R$ 5.950.000,00.
Nunes da Cunha é um dos nomes de destaque no universo do Direito em Mato Grosso do Sul e coleciona honrarias. Uma delas foi outorgada pela Câmara Municipal, por indicação de um vereador na época, o andrezista Wanderlei Cabeludo.






