Dólar em queda e Euro em alta, além do sobe e desce das ações nas bolsas de valores do mundo todo, descrevem a reação do mercado financeiro hoje ao novo anúncio dos EUA ao taxarem a China em 245%, numa queda de braço sem fim.

O dólar em queda de 0,02% cotado a R$5,86 por volta de 12h30 (horário de Brasília) e o Euro em alta de 0,02% cotado a R$6,66, além da maioria das ações sendo trabalhadas no vermelho, descrevem esta quarta-feira antevéspera de feriado prolongado no Brasil.
Investidores mostram maior nível de pessimismo com o dólar desde 2006
O pessimismo com o dólar atingiu o maior nível em quase 20 anos, segundo a pesquisa global com gestores do Bank of America. Ao todo, 61% dos entrevistados esperam uma desvalorização da moeda americana nos próximos 12 meses — o maior percentual desde maio de 2006.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, acumula queda de 8,3% no ano. A aversão ao dólar ganhou força após o presidente Donald Trump anunciar o tarifaço contra parceiros comerciais dos Estados Unidos. Nos dias seguintes ao anúncio, em 2 de abril, mais de US$ 5 trilhões foram varridos do valor de mercado do índice S&P 500.
Os investidores estão passando por uma crise de confiança nos Estados Unidos. “O problema é que, a qualquer momento, pode surgir uma manchete da Casa Branca que nos deixe em situação pior ou melhor que a de agora”, resumiu ao Financial Times o chefe global de renda variável de um grande banco europeu.
A tolerância ao risco caiu ao menor nível em dois anos. Os gestores estão preferindo ativos ativos defensivos, como caixa, títulos públicos e ações de setores como saúde e energia.
As expectativas para a economia global também caíram.






