Suspeito de estupro de vulnerável é afastado por Semed após denúncia na Depca. A direção registrou admissão de culpa do suspeito em ata.

Um monitor de 26 anos de uma escola municipal na Vila Serradinho, em Campo Grande (MS), foi denunciado pela mãe de uma aluna de 13 anos por manter relacionamento amoroso com a menor, configurando crime de estupro de vulnerável.
O caso veio à tona nesta semana e já levou ao afastamento imediato do suspeito pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), que foi notificada pela direção da unidade escolar.
Descoberta e denúncia
A mãe da adolescente foi chamada à escola para tratar do assunto e, em conversa particular com a filha, descobriu o “namoro” iniciado em novembro de 2025. A menor confessou trocas de mensagens íntimas, incluindo nudes, com o monitor. Indignada, a genitora registrou boletim de ocorrência na Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança, Adolescente e Idoso), especializada em crimes contra vulneráveis em Campo Grande.
Confissão do suspeito
Questionado pela direção escolar, o monitor admitiu o relacionamento em ata oficial, reconhecendo que sabia tratar-se de estupro de vulnerável – crime previsto no artigo 217-A do Código Penal, com pena de 8 a 15 anos de reclusão, por envolver menor de 14 anos. Ele negou interesse em “trisal” com uma amiga da vítima, mas confirmou sentimentos exclusivos pela aluna, com encontros marcados no laboratório de ciências da escola. O homem também revelou visitar a residência da menor quando a mãe saía para trabalhar, aproveitando para “ficar” com ela enquanto a adolescente cuidava das irmãs pequenas.
Medidas administrativas e investigação
A Semed foi acionada e determinou o desligamento do monitor da unidade, medida padrão em casos de suspeita de abuso no ambiente escolar. A direção da escola elaborou ata detalhando a confissão, que servirá como prova inicial na investigação policial.
A Depca agora apura os fatos, com possível indiciamento por estupro de vulnerável, produção e troca de material pornográfico infantil, além de possível violação de confiança funcional. O caso reforça preocupações com proteção infantil em escolas públicas de Campo Grande, onde denúncias semelhantes já resultaram em prisões e condenações recentes.






